sábado, 7 de dezembro de 2013

Jornalista limoeirense conquista prêmio nacional

O LIMOEIRENSE Melquíades Júnior conquistou este mês um dos maiores prêmios de jornalismo do Brasil. Com a série “Viúvas do Veneno”, publicada em abril no Diário do Nordeste, sagrou-se o grande vencedor nacional do prêmio Jornalistas & Cia/HSBC de Imprensa e Sustentabilidade 2013. Finalista do prêmio Allianz Seguros e do prêmio Esso de Jornalismo, concorrendo com nomes como Mirian Leitão e Sebastião Salgado (considerado o maior fotógrafo do mundo na atualidade). CONTINUE LENDOMelquíades começou sua carreira jornalística em 2003, no Jornal Folha do Vale com a coluna “Escuta aqui”, seguindo para o Diário do Nordeste, onde permanece até hoje como repórter especial.
Manteve o “blog do Mel” de novembro de 2004 a 2009.
Ainda no ano de lançamento do blog, tratou do poder da mídia, refletindo sobre a contemplação midiática da miséria nordestina pela TV Globo. A grande repercussão de seu texto na mídia, Mélquíades explica: “Ciente da obscuridade dos fatos relatados, a TV Globo, via TV Verdes Mares, fez nova matéria e nova abordagem, no mínimo coerente. Moral da história: A realidade não é tão romanticamente cruel”.
Mequíades recebeu a em agosto de 2012 a Comenda Márcio Mendonça em sessão solene da Câmara Municipal, durante as festividades dos 115 anos de emancipação política de Limoeiro do Norte. A comenda foi entregue como reconhecimento aos profissionais que contribuem com a história da cidade. Nessa época Melquíades prosseguia com as pesquisas e investigações para elaboração da série de reportagens, Viúvas do Veneno.
“Sabíamos tratar-se de um tema polêmico, controverso e delicado, envolvendo grupos de mercado e a sociedade, então tivemos a preocupação ainda maior com a nossa responsabilidade jornalística na pesquisa e na apuração. Além dos relatos das famílias, tivemos acesso autorizado a prontuários médicos, estudos científicos em todo o País e documentos judiciais”, explica Melquíades Júnior, que há sete anos acompanha a problemática do uso indiscriminado de agrotóxicos.
Em três amplas matérias foram apresentados os casos dramáticos e problemas causados à saúde de trabalhadores rurais e de seus familiares pelo uso indiscriminado de produtos tóxicos na lavoura. O primeiro dia da série “Viúvas do Veneno”, causou espanto e preocupação dos leitores e autoridades com a contaminação, gerou reflexão nas redes sociais, órgãos ligados ao meio ambiente e na Assembleia Legislativa do Estado.
Além de acompanhar a vida das viúvas de trabalhadores rurais mortos por produtos tóxicos e de algumas mulheres que também se contaminaram pelo contato com as roupas dos maridos, a série apresenta a cronologia da doença em um dos personagens, desde 2005; mostra em ilustração os efeitos da exposição crônica a múltiplos agrotóxicos; e o uso dos produtos pelas populações indígenas. Ouve também especialistas e representante da associação de defensivos agrícolas, mostrando a polêmica da temática, e “abrindo a discussão em nível nacional”, como disse Melquíades ao receber o prêmio e agradecer os personagens ouvidos que lhe possibilitaram relatar os fatos.
A história de intoxicação e morte foi escolhida a vencedora do Grande Prêmio, Jornalistas&Cia/HSBC anunciado na noite de entrega em São Paulo, no dia 13 de novembro. As Viúvas do Veneno, dois prêmios: mídia regional e mídia nacional sagrando-se a grande vencedora da edição. 

Fonte: Portal dos Jornalistas

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