quarta-feira, 4 de dezembro de 2013

Quando as Guardas Municipais desejam portar armas letais, ao invés de priorizar serviços básicos com qualidade

Usar ou não usar armas letais? A busca por direito a possibilidade da guarda municipal de Aracati vir um dia a trabalhar armada, tem gerado diferentes opiniões pelo facebook e rodas de conversa entre a população.  

Existem argumentos que “a guarda deveria ter uma função mais preventiva e não de combate ao crime instalado”. Até porque quando de sua criação, passando pela câmara municipal, era para ser uma guarda pacífica, para a defesa do patrimônio público, dialogar com o cidadão, no sentido de orientar.  CONTINUE LENDOHá poucos anos atrás em Aracati houve uma grande polêmica que ganhou episódio na justiça se, seria ou não da competência da GMA emitir multas de transito. Superado este imbróglio, hoje vivemos em nosso Aracati, dois novos dilemas: O primeiro é o chamamento pela convocação dos 30 concursados ainda da gestão passada, o outro é a vontade desenfreada e prioridade de alguns guardas desejando portar armas letais quando sequer estão dando vença aos problemas mais corriqueiros no dia a dia de suas tantas tarefas mais simples e não menos importante como; Auxiliar estudantes nas entradas e saídas de colégios, flagrar e multar os veículos que constantemente ‘furam’ o sinal vermelho em apenas dois pontos da cidade, monitorar o fluxo de trânsito em frente às igrejas Matriz e Nossa Senhora do Rosário, cruzamento perigoso no entorno do terminal rodoviário,  desobstruir os estacionamentos irregulares separados por cones em vias públicas, combater a poluição sonora pelo centro da cidade, organizar nosso caótico transito em uma cidade inchada por veículos, que sequer oferece espaço geográfico para estacionamento, assim como a falta de melhor sinalização e aplicação de zona azul que tornaria os espaços públicos em rotativos. 

A prefeitura de Aracati através do núcleo gestor afirma que tem interesse em efetivar os concursados para agentes da GM ainda da gestão passada onde nem mesmo o gestor da época teve coragem em efetiva-los, porém alega, que ainda está “se espremendo” priorizando continuar a saldar compromissos presentes e passados para não incorrer no risco de ferir a Lei de Responsabilidade Fiscal onerando assim a folha pública para não deixar o município inadimplente para 2014 a exemplo do que já aconteceu justamente pela falta de planejamento. 

O município também precisa gerar receita própria e suficiente para elaboração de concurso público para várias áreas da administração, afinal, esta é uma cobrança da população, da câmara de vereadores e, como é do conhecimento de todos, esse tão sonhado concurso também é objetivo do prefeito Ivan Silvério. 

Mas, é notório a vontade e interesse do comando e nossos bravos agentes da guarda municipal pelo uso de armas de fogo. Hoje já portam armas não letais que emitem choque caso necessário. 

É inegável que hoje vivemos a era do medo, da insegurança pública, mesmo Aracati não configurando entre as principais cidades do vale do Jaguaribe campeãs em índices de violência incluindo assassinatos, sabemos que a violência aqui amedronta desde os pequenos furtos quanto aos tiroteios ocorrentes.

Mas será que armar a nossa guarda vai reduzir a violência?  Existem opiniões totalmente contrária, inclusive   no âmbito administrativo.  A população anda dividida. Afinal, qual o maior papel de uma guarda municipal? Essa função é de caráter policial ou seria de auxiliar na educação e na cidadania? 

O que vai garantir a integridade dos agentes serão as armas letais e não-letais (como o taser, spray de pimenta e cassetete), que inclusive são usados em situações específicas, mas no geral, não se faz necessário?  

Mas, existem a outra ala que defende que; a insegurança pública é muito grande e os guardas ficam vulneráveis sem armas, pois os vândalos que dilapidam o patrimônio público podem ser perigosos até então apenas desordeiros, agora são marginais que roubam cabos, quebram bancos, queimam camburões de lixo, roubam peças de bronze, metais e alumínios para trocarem por drogas. Então?  Como o grupamento vai conter essas agressões sem armas?".  

E certo que o tema é polêmico e está longe de se tornar 100% consensual para aqueles que defendem ou são contra a liberação natural e plenamente aceitável à liberação de armamento para guardas civis municipais.
 
por Sandro Guimarães

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