terça-feira, 18 de março de 2014

Ação policial termina com dez suspeitos mortos em São Paulo

Segundo polícia, quadrilha invadiu shopping e explodiu caixas no litoral.

19/03/2014 - O comandante da operação que deixou dez mortos disse que os suspeitos que não reagiram “estão vivos”. Cinco pessoas foram presas na ação que durou quatro dias e passou por três cidades paulistas: Caraguatatuba, no Litoral Norte, Biritiba-Mirim e Salesópolis, no interior.

“Nosso objetivo maior é que o marginal, o meliante, se renda”, disse o coronel da PM Cássio Roberto Armani, comandante de policiamento do interior, em entrevista emSão Paulo. “Aí eu faço uma observação de que aqueles que se entregaram estão vivos. Isso é bastante importante nós reconhecermos. A Polícia Militar prima pela legalidade acima de tudo.”

A ação dos criminosos começou na madrugada de sábado (15), quando a quadrilha invadiu um Shopping Center em Caraguatatuba, rendeu seguranças, furtou objetos de três lojas e explodiu seis caixas eletrônicos. Segundo a PM, os assaltantes fugiram em três carros roubados e se esconderam em uma região de mata.

As polícias Civil e Militar iniciaram o cerco. A cada 12 horas, 35 agentes se revezavam em buscas por terra e ar, por meio de helicópteros Águia. Em trocas de tiro no fim de semana, dois suspeitos foram presos e outros quatro morreram.

De acordo com a PM, por volta das 6h30 desta terça-feira (18), houve um novo tiroteio entre criminosos e policiais e três suspeitos foram baleados e encaminhados para o hospital Stela Maris. O hospital informou que os três suspeitos chegaram sem vida ao local.

Também nesta terça, seis criminosos renderam uma pessoa, roubaram o carro dela e saíram de Caraguatatuba em direção a Salesópolis. No caminho, encontraram uma barreira policial. Houve troca de tiros e um policial militar foi baleado na perna. Eles conseguiram roubar outro carro e seguiram para Biritiba-Mirim.

Um novo tiroteio ocorreu, deixando três mortos. Segundo a polícia, dois criminosos armados com um fuzil fizeram uma mulher refém no estacionamento do prédio do Samu. Policiais cercaram o edifício. Após cerca de uma hora e meia de tensa negociação, a dupla se entregou e a refém foi libertada.

Uma hora depois, com a situação mais calma na cidade, a polícia se surpreendeu ao encontrar um dos suspeitos que conseguiu fugir dentre de uma casa, a um quarteirão de onde seus colegas mantiveram a mulher refém. Os policiais só descobriram que o criminoso estava lá porque a dona da casa conseguiu mandar uma mensagem para o celular da afilhada, pedindo socorro.



Fonte: G1

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