domingo, 20 de abril de 2014

Concurso publico de Aracati teve apenas provas anuladas

O Ministério Público realizou uma coletiva de imprensa na tarde desta quarta-feira, 16, para esclarecer as dúvidas sobre denúncias envolvendo fraude nas provas do concurso público de Aracati. Após tomarem conhecimento através das redes sociais, a comissão fiscalizadora juntamente com a procuradoria do município entrou em contato com o Ministério Público (MP) oficializando a denúncia e, consequentemente dando início às investigações.  CONTINUE LENDO
O plenário da Câmara dos Vereadores de Aracati ficou lotado. Muitos dos que prestaram o concurso estavam presentes e não esconderam a insatisfação e a revolta. O estudante Jardel Garcia caracterizou a situação como “frustrante”. Dentre as denúncias está plágio de uma prova do ENEM 2009 bem como informações erradas sobre o município de Aracati. O concurso foi anulado pela Comissão elaboradora. As novas provas deverão ser marcadas, porém, ainda não há data definida, assim como não se sabe ao certo se haverão novas inscrições.

Segundo a promotora Liduína Maria de Souza Martins a anulação das provas, opção encontrada pela Comissão, não prejudicará o concurso, mesmo porque os demais elementos que o compõem estão assegurados. De acordo com Baltazar Pereira, representante do Instituto INGA que ganhou a licitação para aplicar as provas, o erro foi ocasionado na hora da elaboração das questões, apontando o profissional contratado pelo INGA como o principal responsável.

De acordo com Francisca de Oliveira Carvalho, membro da Comissão do Concurso, para garantir a lisura do concurso foi assinado um termo de ajustamento de conduta – TAC, entre o MP, INGA e Procuradoria do Município antes da prova. Ela disse que a instituição descumpriu o acordo prejudicando mais de 8.700 candidatos.

Reportagem: Cristiano Campos

Foto: Bebeto Andrade
TV Aracati

Um comentário:

  1. O MP deveria intervir mais invasivo, já que teve um aval publicado e antes mesmo dos recursos as questões de radiologia na prova de português já estavam anuladas, vergonhoso e desrespeitoso perante ao candidato, que poderia se utilizar de meios jurídicos para se defender desses descasos de algumas administrações públicas e suas empresas de bancas fajuntas.

    ResponderExcluir