quarta-feira, 10 de setembro de 2014

Aracati, cidade histórica. O que pode ou não, sofrer transformações!

No entorno da Igreja Matriz o IPHAN
liberou a reforma, mas na Rua do
comercio não. Foto: Sandro Guimarães
Não entendo quais critérios o Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional - IPHAN usa para determinar quais pontos em uma cidade tombada pode receber ou não melhoramentos que venha deixar ruas, travessas, praças e até mesmo as calçadas e entorno dos prédios numa situação propicia a receber tais melhoramentos. LEIA MAIS
Em Aracati por exemplo, parte da Rua Cel. Alexanzito (Rua Grande ) e da Coronel Alexandrino (Rua do Comércio) assim como os becos interligando entre si a exemplo dos  trechos do Museu Jaguaribano e da Unimed, não receberá os melhoramentos da Pavimentação de requalificação Urbana e Paisagística do centro histórico de Aracati, ou seja, serão quase dois quilômetros de espaço das ruas e calçadas impedidas de receber tais melhoramentos e assim quebrarão literalmente a beleza e padronização desses trechos por que,  "são protegidos pelo tombamento junto ao IPHAN". 

A mesma situação se aplica a Rua Santos Dumont com suas pedras toscas antigas formando um piso irregular tanto para carros, motos, bicicletas e principalmente aos pedestres. Lá, pelo menos o IPHAN topa liberar recebimento de melhorias contanto que, ao invés de asfalto, seja trocado pelo mesmo material usado para a requalificação urbana.

Mas, agora vamos aos questionamentos; porque que o órgão de proteção ao patrimônio histórico não aceita  melhoramento nesses trechos citados, impedindo inclusão de beleza, padronização de piso em paralelepípedo e calçadas em 'bloquetes' acabando com o desnivelamento tão prejudicial aos pedestres, ao "abortar" a continuação da requalificação urbana de Aracati se, em trechos e edificações muito importantes opara nossa história e igualmente tombados foram aceitos pelo órgão?

Vamos lá. Pela Rua Coronel Pompeu temos importantes edificações tombadas a exemplo da Igreja de Nossa Senhora dos Prazeres, Igreja de Nossa Senhora do Rosário, prédio da Caixa Econômica Federal, Mercado Público (este inclusive sofre fortes impacto sonoro causados pelos potentes sons dos trios elétricos durante cinco longos dias de carnaval, quando foi justamente esse a razão maior da transferência do carnaval da rua Grande para a Coronel Pompeu devido a preocupação com os altos decibéis que certamente abalariam as estruturas dos prédios), prédio da Fábrica Unitextil, e a casa da fábrica onde hoje funciona a biblioteca municipal!

Ainda recebendo a requalificação urbana e paisagística (o que sugere mudanças na arquitetura), estão a Igreja Matriz, de onde foi liberado 100% de retirada da lápide e parte superior do túmulo do médico Inglês Cristóvão Mallet  falecido em 1856 vitimado pela febre amarela, também no entorno encontramos a Igrejinha de (Nicho)  Nossa Senhora dos Navegantes e outra parte da antiga fábrica de tecidos Santa Tereza (hoje Ferreirão Clube).

Como eu disse anteriormente, eu somente gostaria de entender quais critérios decidem sobre a reforma, beleza, renovação, mudanças de costumes e o próprio conceito de patrimônio histórico de nosso município.

Não resta dúvidas que todas essas obras que Aracati vem recebendo será um divisor de águas para o futuro que já começou em nosso município, mas infelizmente poderia ser melhor se a burocracia contraditória ajudasse em tudo e não aos pedaços.

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