terça-feira, 30 de setembro de 2014

OAB-CE contra o preconceito. Miss Ceará com "padrão de beleza e sotaquezinho sofrível".

Pelas vias sociais já deu o que falar atitudes de preconceito contra a nossa cearense Miss Brasil. No twitter, postagens de cunho preconceituoso falam do sotaque cearense – uma internauta o define como “sotaquezinho sofrível” – e também comparam os padrões de beleza do Ceará aos de outras regiões do brasil. CONTINUE LENDO

O presidente da OAB em exercício no Ceará, Ricardo Bacelar, alega que; “o sotaque cearense, a nossa cultura e os nossos bens simbólicos são patrimônios culturais que nos identificam enquanto povo. Não podemos tolerar qualquer discriminação contra o povo do Ceará”. Ricardo assinou representação e notícia-crime junto ao MPF para responsabilizar os autores que teceram comentários de cunho racista ao povo cearense em virtude da eleição da miss Brasil 2014, Melissa Gurgel de 20 anos.



Vamos nós:

Achei corretíssima atitude da OAB-CE. As pessoas precisam ter discernimento e respeitar os costumes, dialetos, sotaques, etnias, crenças religiosas de todas as regiões do país. Uma coisa é brincar, tirar um sarrinho, afinal ninguém é de ferro e não podemos passar a vida sob vigilância do “isso pode, isso não pode”, mas quando os limites ultrapassam a falta de respeito e demonstram incitação a tentativa de menosprezo e ao ódio, medidas duras devem ser tomadas para servir de exemplo.

ATENÇÃO:
A agressão e desrespeito a pessoas de diferentes regiões do mesmo país também são consideradas crimes de ódios. O termo técnico usado para tal discriminação ainda não foi estabelecido, já que xenofobia, teoricamente, é a aversão apenas a estrangeiros (em certas ocasiões esse preconceito é nomeado como bairrismo, porém essa não é uma nomeação técnica). A ocorrência da segregação e desrespeito a pessoas do próprio país - provindas de diferentes regiões - é freqüente. Esse tipo de desmoralização, fruto de preconceito cultural e etnocentrismo, é grave e deve ser denunciada. 

Fontehttp://www.guiadedireitos.org/index.php?option=com_content&view=article&id=1038&Itemid=261 

Um comentário:

  1. Eu faço parte dessa luta, pois moro em são Paulo desde os 5 anos e hoje tenho 45, e desde criança já sofria com o preconceito dos paulistas. Depois de adulta, cotinua a hostilização, fico constrangida quando falam Ôsh? Óh Xwnt, que nunca falei, mas para me deixarem constrangida, ficam falando. Temos que acabar com isso, afinal os gays não fazem sua manifestações? Vamos fazer também.

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