domingo, 15 de fevereiro de 2015

Tomie Ohtake passeou pelas dunas de Canoa Quebrada com Zé Tarcísio


Tomie Ohtake morre aos 101 anos e cearenses relembram a grande dama

A artista plástica, que estava internada há dez dias por causa de uma pneumonia, faleceu quinta-feira (12/02) em São Paulo. Curadores e artistas da cena no Ceará relembram os encontros com a grande dama da arte brasileira

Foi através da reportagem que o artista plástico Zé Tarcísio soube da morte de Tomie Ohtake. Muito abalado, ele pediu um tempo para que pudesse se acostumar com a notícia. “Bateu a saudade. Essa é a minha primeira expressão”, disse o cearense. LEIA MAIS
Zé e Tomie se conheceram nos anos 1960, época de grande efervescência criativa para ambos. Convivendo nos meios artísticos do Sudeste, onde o fortalezense fez morada, eles reforçaram uma amizade que ganhava novo fôlego a cada encontro.

Um desses encontros aconteceu na década de 1980, quando Zé Tarcísio já estava de volta a Fortaleza. Durante uma exposição, a artista japonesa chamou o amigo e lhe confessou: “Quero conhecer as dunas do Ceará. Pode ser amanhã?”. No dia seguinte, às 10 horas, eles tomaram um carro emprestado da também artista Heloísa Juaçaba e partiram para Canoa Quebrada. “Ela queria era subir numa duna. Lá, a gente passeou pelo pôr do sol. O amarelo da iluminação a encantava”, lembra Zé Tarcísio.

O passeio durou um dia. Os artistas conversaram sobre o sol, as cores e o mar. Zé Tarcísio não lembra a última vez que encontrou Tomie, mas chegou a cumprimentá-la nos últimos aniversários. “Ela era uma pessoa muito sincera, alegre, atenciosa”, diz o cearense, lembrando que eles chegaram a trocar trabalhos. (Marcos Sampaio). O POVO

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