sábado, 7 de março de 2015

Após 13 jogos sem vitória. Fortaleza 2 X 1 Ceará

Aos 42 minutos do segundo tempo, o torcedor do Fortaleza desentalou um grito que o incomodava. O chute certeiro de Maranhão, que entrou no segundo tempo, colocou fim à escrita que incomodava o Leão contra o Ceará desde 2012 - foram 13 jogos. Em um Clássico-Rei tumultuado fora de campo, com cerca de 160 detidos antes de a bola rolar, e emocionante dentro das quatro linhas, o Fortaleza venceu por 2 a 1 neste sábado, na Arena Castelão, pela quarta rodada da segunda fase do Campeonato Cearense. LEIA MAIS
No próximo sábado, o Ceará encara o Icasa no estádio Presidente Vargas, às 18h, pela quinta rodada. No domingo, às 16h, o Fortaleza duela com o Maranguape. Antes, pela Copa do Nordeste, o Vovô recebe o River-PI na terça-feira, na Arena Castelão, às 19h15. O Leão do Pici viaja para jogar contra o Botafogo-PB na quarta-feira, às 22h, no Almeidão.

Maranhão entra e vira herói

Com postura diferente do último Clássico-Rei, o Fortaleza começou o jogo pressionando. O chute de Tinga foi reflexo disso. Mas, em contra-ataque isolado e bela jogada de Assisinho, coube a Ricardinho, na insistência, abrir o placar no terceiro duelo entre as equipes em 2015. O gol sofrido não desmotivou a equipe de Chamusca e, em um lance bastante contestado pelos jogadores alvinegros, o Fortaleza empatou. Daniel Sobralense, elogiado pelo técnico na vitória contra o River-PI, novamente apareceu bem e cabeceou. Luís Carlos apenas observou a bola nas redes. Na saída para os vestiários,  Magno Alves e Corrêa concordaram quanto à melhor atuação do Leão nos primeiros 45 minutos, mas o atacante do Vovô criticou a arbitragem no gol do adversário.

Para a segunda etapa, apenas Silas Pereira mudou: Sandro Manoel no lugar de João Marcos. Nervosos, Vovô e Leão duelaram com equilíbrio. Apenas aos 18 minutos Pio arriscou, e Luís Carlos fez uma linda defesa. Lúcio Maranhão, de cabeça, também obrigou o goleiro adversário a fazer milagre, com a ponta dos dedos. Em meio aos muitos cartões amarelos distribuídos, Silas colocou William no lugar de Assinho, e Chamusca optou por Maranhão na vaga de Daniel Sobralense. Aos 35, Magno Alves apareceu sozinho e, sem ângulo, chutou fora. Éverton também tentou em seguida, por cima do travessão. Chamusca ousou e trocou Pio por Uilliam. Mas foi Maranhão quem resolveu: 2 a 1, aos 42 minutos, quebrando a escrita e incendiando a Arena Castelão. 


Por Thaís Jorge 

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