domingo, 15 de março de 2015

Aracati, Itaiçaba, Jaguaruana e Russas. Há 30 anos estavam debaixo d´água com a enchentePraça da Igreja de de 1985

Mercado público de Aracati
Foto: Chico Coelho (Facebook)
Estamos prestes a completar 30 anos da grande enchente de 1985, e para relembrarmos essa data nada agradável para a população em geral de nosso município assim como para os municípios vizinhos de Itaiçaba, Jaguaruana e Russas que ficaram inteiramente banhadas pelas águas do Rio Jaguaribe.

O artigo, “Seis dias embaixo d'água: os bastidores da cheia de 1985”, Por Débora Correia e Mara Rebouças, com imagens registradas pelo jornalista Cid Barbosa, relata o seguinte: CONTINUE LENDO, VEJA FOTOS E MATÉRIA

A cheia de 1985 deixou cidades do Ceará, como Russas, Itaiçaba, Aracati e Jaguaruana,
Entorno da Igreja Matriz (Casa da
Fábrica Santa Tereza). Foto:
Chico Coelho (Facebook)
"embaixo d'água". Era a terceira grande enchente do Vale do Jaguaribe ocorrida entre as décadas de 1960 e 1980. Algumas família... jamais retiradas pela seca, tiveram que deixar as suas casas em 1960, 1974 e 1985 por conta das inundações. ... Cenas não muito diferentes foram presenciadas pelos repórteres Cid Barbosa e Lúcia Damasceno, ao chegarem a cidade de Russas. Durante uma semana do mês de maio, cobriram para o Diário do Nordeste o dia-a-dia de resgate dos interioranos, feitos retirantes.

A jornalista Lúcia Damasceno recorda que foi possível chegar de carro até a cidade de Russas e "em diante só podiam passar helicópteros ou barcos". Durante uma semana dormiram no acampamento do exército junto com os retirantes ou em quartos de um posto de gasolina, na BR-116, entrada da cidade.

Para mostrar a situação caótica, chegavam até as áreas atingidas, (recorda Cid Barbosa), "através dos helicópteros do exército e da aeronáutica". Isto aconteceu graças "a um bom relacionamento adquirido com as equipes de resgate" completa Lúcia Damasceno.

Praça da Igreja de Nossa Sra. dos
Prazeres. Cheia de 85 (Foto: Chico
Coelho - Facebook)
Histórias comoventes e situações inusitadas foram presenciadas e vividas pela equipe. Eles chegaram ao Vale do Jaguaribe quando a situação dos retirantes já estava muito crítica. Comida e água potável ficaram escassas para as populações ilhadas. Era uma frustração muito grande quando o helicóptero não podia pousar... Não existia internet e a equipe, mesmo separada por quase 200 quilômetros da redação, enviava textos e fotos para a edição do dia seguinte do Diário do Nordeste.

Lúcia Damasceno recorda que, ao visitar as áreas alagadas em uma canoa, o barqueiro identificou um restaurante em Itaiçaba. Só as palhas formadoras do telhado não submergiram. Nesse momento, Cid Barbosa estava de pé e teve que sentar-se para a embarcação não naufragar. Os deslocamentos feitos de barco, diante da intensidade com que o nível das águas aumentavam se tornavam perigosos... Muitas populações já se encontravam ilhadas. O nível das águas do Rio Jaguaribe subia e muitas canoas naufragavam na correnteza. A informação vinha do céu. Helicópteros de resgate distribuíam panfletos, confirmando as inundações e aconselhando o retiro para as localidades mais altas. Tudo se repete em 1974.

Situação semelhante foi registrada em 1985 por Cid Barbosa e Lúcia Damasceno. Durante uma semana, o Vale do Jaguaribe embaixo d’água foi noticiado em reportagens de página inteira do Diário do Nordeste.

Rua Grande (Cheia de 85) Foto:
Chico Coelho -Facebook
O casario histórico de Aracati ficou completamente embaixo d’água. Cid Barbosa fotografou a torre da Igreja de Itaiçaba, o único ponto não submerso daquela cidade. As histórias registradas comoveram tanto a equipe, que fez doação do próprio bolso para os retirados. 


A equipe jornalística se comove e realiza campanha de doação



Leia matéria completa e vídeos com os depoimentos dos jornalistas acessando o link: http://noticiasdebastidor.blogspot.com.br/2011/05/equipe-jornalistica-relata-os.html?m=1 

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