quarta-feira, 25 de março de 2015

O estado do Ceará foi o 1º a libertar seus escravos, Aracatiense teve participação!

No ano de 1850 - um cearense de ARACATI - deputado Pedro Pereira da Silva Guimarães, enfrentava a oposição da Câmara Federal apresentando um projeto em favor da abolição. Surgiram depois diversos movimentos abolicionistas, entre os quais salientou-se a SOCIEDADE CEARENSE LIBERTADORA" que, em seu estatuto, afirmava: LEIA MAIS
Art. 1 - Um por todos, todos por um.
Parágrafo único: - A Sociedade libertará escravos por todos os meios ao seu alcance.
Pesquisa por Socorro Matos

Pedro Pereira
Pedro Pereira da Silva Guimarães - Deputado de Aracati, foi pioneiro do abolicionismo no meio jurídico. Vinte anos antes da aprovação da "Lei do Ventre Livre", entre 1850 e 1852, apresentou na Câmara Geral do País, sem sucesso, vários projetos para alforriar os negros então nascidos.


Agora nós; “Há ‘cabra da peste’ pra gostar de confusão! Quem sabe Pedro Pereira Guimarães pode ter sido meu ancestral! Sabe lá!?

Quem foi
PEDRO PEREIRA DA SILVA GUIMARÃES

Filho de João Pereira da Silva Guimarães e de Ana Rodrigues Pereira. Nasceu a 29.06.1814, em Aracati-CE, e faleceu a 13.04.1876, em Fortaleza-CE.

Bacharel em Direito. (Formado em Ciências Jurídicas pela Academia de Direito de Olinda-PE, em 1837).

Promotor Público de Fortaleza (nomeado por decreto de 11 de abril de 1839); Deputado Geral (nas legislaturas de 1850-1852 e 1853-1854); Professor catedrático de Geometria (do Liceu do Ceará, nomeado por ato de 09.12.1852); Jornalista; Juiz Municipal; Membro efetivo do Conselho Diretor de Instrução Pública da Província (26.02.1855).

Notabilizou-se por haver sido o primeiro deputado que apresentou, em 1850 e 1852, projetos instituindo no Brasil a liberdade do ventre livre e a emancipação dos escravos. Antecipou-se, em 20 anos, à Lei Rio Branco, e em 38 anos à Lei Áurea de 13.05.1888. Tais projetos suscitaram a ira dos escravocratas de São Paulo e do Rio de Janeiro, resultando numa conspiração contra o grande cearense que não mais voltou à Câmara, mas que, em compensação, imortalizou o seu nome.

Foi ardoroso tribuno, pois possuía fina ironia, e, a não ser João Brígido, nenhum outro jornalista cearense o ultrapassou na ironia, na jocosidade, no humorismo e na elegância da pena. Foi quem mais aplicou apelidos aos outros, usando sempre o bom senso e grande propriedade. Feria satiricamente e, se ferido, chegava a ser agressivo, como se pôde constatar nas coleções de jornais para os quais escreveu.

Quando foi nomeado Juiz Municipal e de Órfãos, em 1843, por perseguição política do Presidente Inácio Correia de Vasconcelos, foi transferido para os termos de Vigia e Cintra, no Pará, por decreto de 14 de outubro de 1845. Então, Pedro Guimarães rebelou-se contra o ato imperial e enviou um ofício considerado "descomedido e desrespeitoso" pelo Ministro da Justiça e este, em nome do Imperador, mandou responsabilizá-lo.

Publicou as engraçadas "Cartas de Braz Pitorra" (à sua sobrinha Inês Sensata) e "Alforges" (folhetins muito jocosos).

Foi o redator do periódico "O Periquito", em 1846, no qual combateu e ridicularizou a Administração Vasconcelos, além do "16 de dezembro". Fundou "O Popular" e de 1841 a 1855, escreveu para o "Pedro II".

Ademais de seus inúmeros trabalhos de imprensa, ressaltam-se os seguintes:

Vademeco dos Poetas (coleção de sonetos jocosos, esquisitos, curiosos e burlescos, extraídos de vários autores Pernambuco, 1835);
Sortilégio Pueril;
Cartilha de meus filhos;
Passatempo divertido;
O nome Pedro (dedicado ao Imperador e de que se ocupou Antônio Feliciano de Castilho no seu Almanaque Geral);
Revista do Instituto do Ceará (1906) traz a série dos seus discursos no Parlamento sobre a liberdade dos escravos, com uma introdução feita pelo Barão de Vasconcelos;
Estudo biográfico sobre Pedro Pereira (devido à pena do Dr. Álvaro de Alencar);
O Sol (escrito em 1856 a mais exuberante manifestação de seu gênio crítico e polemista).

Deixou também vários trabalhos inéditos, que se perderam por displicência de seus familiares.

Por decreto de 1932, a Prefeitura deu o seu nome à antiga Rua de São Bernardo, aberta em 1859, e houve tempo em que se cogitou erguer um monumento a tão notável cearense.

Fonte: Assembléia Legislativa do Ceará


Por por James Kafka

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