sexta-feira, 28 de agosto de 2015

Filho de radialista assassinado sofre tentativa de homicídio em Fortaleza.

Francisco Flávio de Lima estava dentro de seu veículo quando foi alvejado por disparos de arma de fogo. 
O filho do radialista assassinado em Pacajus, morto no dia 9 de junho, sofreu uma tentativa de homicídio, na manhã desta sexta-feira, 28, na avenida Osório de Paiva, próximo à churrascaria Skina Grill, no bairro Vila Peri. Francisco Flávio de Lima estava dentro de seu veículo quando foi alvejado por disparos de arma de fogo.

De acordo com o delegado Pedro Viana, titular do 12º Distrito Policial, o atentado está, possivelmente, relacionado com a morte do pai de Francisco Flávio, o radialista Francisco Rodrigues de Lima, 62, assassinado no estacionamento da rádio FM Monte Mor, em Pacajus. A vítima da tentativa de homicídio foi hospitalizada, mas a Polícia Civil ainda não sabe quantos tiros o atingiram.

Conforme o delegado, o carro de Francisco Flávio apresenta duas marcas de tiro, mas o veículo ainda vai passar por uma perícia. Um inquérito policial já foi aberto para investigar o caso.

Radialista assassinado

Francisco Rodrigues de Lima foi morto no dia 9 de junho, quando chegava para trabalhar na rádio FM Monte Mor, em seu carro. Dois homens se aproximaram do radialista, que estava estacionando o veículo, e efeturam três disparos. A vítima foi atingida na cabeça, no ombro e no cotovelo, morrendo no local. O crime ocorreu por volta das 10h50min. Às 11h, ele apresentaria o programa "Mude sua mente, mude sua vida", destinado à autoajuda.

Na época, a Polícia Civil informou que inquérito policial foi instaurado na Delegacia Metropolitana de Pacajus. Além de radialista, Francisco Rodrigues de Lima apresentava um programa em uma TV local também destinado à motivação, era palestrante e dono de uma rede de funerárias no município.

Outros casos

Além do radialista Francisco Rodrigues, três profissionais desta área foram assassinados a tiros no Ceará. Na maioria dos casos, a motivação teria sido envolvimento político. De acordo com profissionais da área, “falar demais”, principalmente sobre denúncias de corrupção, é o que determina a sentença de morte dos comunicadores.


O repórter policial Patrício Oliveira, 39, foi morto em março no município de Brejo Santo, após deixar a sede da rádio Sul Cearense AM; o apresentador de um programa político em Camocim, Gleydson Carvalho, morto no dia 6 de agosto dentro dos estúdios da rádio Liberdade FM; e o radialista e também vereador de Barreira, no Maciço de Baturité, José Targino dos Santos, o Faceta, levou um tiro no peito após discussão política em um bar, no último dia 21.

Redação O POVO Online

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