sexta-feira, 4 de setembro de 2015

Médicos peritos do INSS entram em greve no Ceará

Os médicos peritos do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) no Ceará anunciaram nesta sexta-feira (04/09) greve por tempo indeterminado. Os servidores do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) seguem com a paralisação e sem previsão para retomar as atividades. Em greve desde o dia 7 de julho, os servidores completam 57 dias sem trabalhar.
De acordo com a diretora da secretária administrativa e finanças do Sindicato dos Trabalhadores Federais em Saúde, Trabalho Previdência Social no Estado do Ceará (Sinprece), Carmen Lúcia Marques, a paralisação da atividade ganha força com a paralisação dos médicos peritos.
 
“Sem os médicos peritos, o grande impacto será sobre a concessão e a renovação de benefícios por incapacidade, como auxílio-doença e a aposentadoria por invalidez”. Carmem Lúcia reforça que 95% das unidades de atendimento estão paralisadas.
 
A Associação Nacional dos Médicos Peritos da Previdência Social Seção Ceará confirma que os peritos também entram em greve, seguindo o comando de greve nacional.
 
O comando de greve informou que a adesão não é de 100%. Eles garantem que, pelo menos, 30% dos atendimentos vão ser mantidos, com prioridade para os casos mais graves.
 
Enquanto isso, se aguarda a determinação da Justiça, que pode aumentar o volume de atendimento. A Justiça ainda vai analisar a legalidade da greve. A pauta principal dos peritos é a abertura de concurso, mas eles também são contra a medida provisória que dá ao médico do SUS a capacidade para fazer perícia médica do INSS.
 
De acordo com o INSS, das 133 agências em todo o Estado, 46 possuíam atendimento parcial e 17 estavam fechadas até esta sexta-feira (4). E as reuniões que aconteceram com líderes do sindicato não foram proveitosas, segundo Carmem Lúcia.
 
“As reuniões não foi possível chegar a um acordo. Vamos agora esperar outra nova proposta que deve ser anunciada na próxima semana pelo ministro do Planejamento, Sérgio Mendonça”.

Reivindicações da categoria
 
Ainda de acordo com o Sinprece, as principais reivindicações são por concursos públicos, melhores condições de trabalho e incorporação da gratificação ao vencimento básico no salário.
 
A presidente do Sinprece, Carmen Lúcia Marques, diz que o Governo anunciou mais 800 vagas, mas o número não preenche a defasagem de 15 mil servidores. “Falta perito e assistente social, principalmente no interior do estado e a população tem que andar muito para conseguir atendimento”, reforça Marques.
 
A presidente do Sinprece informou também que o salário atual dos servidores é composto por 70% de gratificação e 30% de vencimento básico e que essa situação preocupa a categoria. “Em momento de crise, ficamos inseguros com essa questão salarial, por isso pedimos a incorporação dos 70% no nosso vencimento-base”, explica.

População prejudicada
 
Com a greve, o sindicato diz que cerca de 4.000 a 4.500 segurados ficam sem atendimento só em Fortaleza. No Ceará, os sindicalistas aguardam uma proposta oficial do governo ao comando nacional da greve para definir os rumos da paralisação. Por enquanto, não há previsão para o término da greve.
 
O INSS mantém atendimento ao público por telefone, onde é possível obter informações sobre a greve em cada cidade. O número é 135.

Ceará Agora

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