sábado, 12 de setembro de 2015

URGENTE! GOVERNO JÁ CORTOU QUASE 800 MIL FAMÍLIAS DO BOLSA-FAMÍLIA

Junto com os sem-casa e os sem-Pronatec, excluídos do principal programa social do governo formam um novo contingente de desvalidos: o daqueles de quem o Estado, silenciosamente, começou a tirar o que deu.
Primeiro, chega a "cartinha".
Com carimbo do Ministério do Desenvolvimento Social, ela pede ao beneficiário do Bolsa Família que se apresente na prefeitura da cidade para agendar a visita de um assistente social à sua casa.

A partir desse momento, o dinheiro do programa já pára de entrar na conta da família.
Semanas depois, o assistente social chega à residência. Prancheta, caneta e almofadinha de carimbo na mão (para os casos em que o beneficiado não sabe escrever).

Ele faz perguntas sobre cada morador da casa: quem estuda, quem trabalha, quanto ganha.
Caso note a presença de uma moto, de uma TV de LED ou de qualquer elemento que foge do cenário de pobreza obrigatório, indaga quando a família adquiriu o bem e com que recursos.

Encerrada a entrevista, pede ao beneficiário que assine o formulário preenchido e encaminha o papel à prefeitura.
Feito isso, o resultado é quase sempre o mesmo: Adeus, Bolsa Família.
Poucos dos que recebem a visita do assistente social conseguem manter o benefício.
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Sem anúncio nem alarde, o governo federal começou a passar a tesoura nos programas sociais.

O Bolsa Família, carro-chefe da administração petista, sofreu neste ano o mais profundo corte desde que foi criado, há onze anos.
Apenas no primeiro semestre de 2015, 782.313 famílias deixaram de receber o benefício.
Para diminuir os custos do programa sem admitir sua redução, o governo passou a promover um pente-fino silencioso entre os cadastrados.

Desde maio, vem cruzando seus dados com informações do INSS e do Departamento Nacional de Trânsito (Denatran), por exemplo.
O objetivo é identificar quem possui bens incompatíveis com o teto de renda permitido aos participantes do programa (até 154 reais por membro da família, o que torna difícil a compra de um carro, por exemplo) ou está acumulando benefícios indevidamente.

Os que já recebem a aposentadoria rural de um salário mínimo não podem ganhar Bolsa Família.

Também estão impedidos de integrar o programa pescadores que recebem o seguro-defeso - pago durante o período de procriação dos peixes. Esse veto surgiu de uma portaria criada pelo governo federal em março deste ano.

Fonte: Revista VEJA.

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