sexta-feira, 2 de outubro de 2015

Secretário de Segurança atribui crescimento da violência em Fortaleza à sensação de impunidade dos bandidos

“O maior motivo da violência talvez seja a sensação de impunidade que o criminoso tem”.  A declaração foi feira pelo atual secretário da Segurança Pública do Ceará, delegado federal Deici Teixeira, ao comentar o anúncio de que Fortaleza é a capital brasileira que apresenta a maior taxa de homicídios no País.

Apesar do fiasco nos resultados de combate à criminalidade no estado, com uma permanente elevação dos índices de crimes contra a vida (homicídios)  e contra o patrimônio (roubos e furtos), conforme comprovou o Anuário da Segurança Pública, em relação a 2014, Delci Teixeira ainda aparenta estar esperançoso de que sua gestão venha a reverter o atual quadro de violência no Ceará.  Ele anunciou, entre outras novas medidas para a redução da criminalidade em Fortaleza, uma alteração nas Áreas Integradas de Segurança (AIS).

Das seis atuais AIS, outras quatro serão criadas. Assim, a Secretaria da Segurança Pública e Defesa Social (SSPDS) vai alterar o mapeamento da Capital em relação à distribuição do efetivo policial civil e militar. Hoje, a Capital está dividida em seis áreas de segurança e em cada uma delas há uma delegacia secional de Polícia Civil e uma companhia ou batalhão da PM responsáveis pelo trabalho conjunto ostensivo e repressivo ao crime.

A delegacia seccional coordena o trabalho de Políia Judiciária das demais DPs, enquanto as companhias são as responsáveis pela execução do policiamento ostensivo geral (POG) de forma simultânea com o Policiamento Comunitário desenvolvido pelo Ronda do Quarteirão.

Crimes e índices

Com a implantação das AIS, o governo acreditou que iria reduzir a taxa de crimes, especialmente os assaltos e homicídios. Contudo, o avanço do tráfico de entorpecentes e a disputa permanente entre gangues pelo domínio  na venda de drogas, tem elevado os índices da violência armada. Em setembro último, por exemplo, a Capital cearense apresentou mais de 150 registros de assassinatos.

Várias comunidades da Capital estão nas mãos de quadrilhas de traficantes, que disputam diariamente o comando de área. Assim vem acontecendo, por exemplo, entre as comunidades da Aerolândia e do Lagamar, onde somente no mês passado 12 pessoas foram mortas. Já nas comunidades do Pirambu e Cristo Redentor, foram 12 mortes. 


Fonte: Blog do Fernando Ribeiro

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