sexta-feira, 6 de novembro de 2015

Há três meses do assassinato do radialista Gleydson Carvalho, ninguém mais fala sobre o assunto

Nesta sexta feira, 06, completa três meses do assassinato do radialista Gleydson Carvalho (36 anos), ele estava em seu local de trabalho na FM Liberdade de Camocim. Em menos de 15 horas do crime que chocou à população naquele município, radialistas de todo estado ficaram animados com a rapidez em que a polícia estourou um esconderijo numa casa no município de Senador Sá efetuando a prisão do casal Francisco Portela e Gisele de Sousa que deram cobertura aos dois pistoleiros.


Francisco Portela e
Gisele de Sousa
A operação ocorreu no começo da manhã do dia seguinte ao crime quando policiais civis e militares cercaram uma casa na   localidade de Serrota, na zona rural do Município de Senador Sá, cerca de 80 quilômetros de Camocim e realizaram a prisão de . Dentro do imóvel onde os pistoleiros estavam escondidos, a polícia encontrou uma foto tamanho grande do radialista, além de dois revólveres calibre 38, munição e a quantia de R$ 1.800,00.

Roupas deixadas no interior
 da casa alugada (Foto 180°)
No local a polícia ainda avistou uma movimentação no momento em que os criminosos embrenharam-se na mata logrando êxito devido a presença dos policiais e assim deixaram para trás peças de roupas e mochilas que eles usaram no momento do crime além de documentos.

Hoje, três meses após o assassinato com conotações políticas que ceifou a vida de um profissional de imprensa e o que temos de concreto? Quantos foram presos, quem foi solto, já recambiaram o assassino preso em Goiás para o Ceará ou ainda continua por lá? Quem foi o mandante? Foi mais de um? Quem deu o dinheiro? São perguntas onde o silêncio se faz como resposta.

Dia 26/08 radialistas, jornalistas e
 deputados participaram de audiência
da comissão 
DH na AL/CE
(Foto: Sandro Guimarães)
Radialistas da capital e interior cobraram maior atenção da comissão dos direitos humanos da Assembleia Legislativa, órgãos de imprensa de grande circulação no estado e do sindicato dos radialistas do Ceará considerado inoperante quando o assunto é representatividade da categoria.

Ainda em agosto, mais precisamente no dia 26, profissionais da comunicação compareceram à AL-CE quando a comissão dos DH da casa em evento presidido pelo jornalista e deputado Ferreira Aragão, o mesmo garantiu que seria elaborado um documento fruto daquele encontro e posteriormente seria apresentado uma cartilha de intenções com base nos pronunciamentos dos presentes que discutiram e apresentaram várias propostas com intuito de auxiliar aos pedidos de justiça para esse e outros casos contra a liberdade de imprensa e direito a vida.

Ministério Público

O Jornal Diário do Nordeste apurou que; de acordo com o MP, a execução de Gleydson carvalho no dia 6 de agosto dentro do estúdio da Rádio Liberdade FM, em Camocim, teria sido ordenado por João Batista Pereira da Silva, que é tio do atual prefeito de Martinópole.

A motivação e mais duas pessoas marcadas para morrer

Daniel Lennon,31 tesoureiro
PMM denunciado pelo MP
O comunicador "falava demais" e durante intervenções no programa de rádio 'Revista Regional', ele "tecia severas críticas ao que reputava como desmandos, irregularidades e desvios no âmbito da gestão do referido município". O promotor Evânio Pereira de Matos Filho relata ainda a participação de um sobrinho de João Batista, identificado como Daniel Lennon Almada Silva, que é tesoureiro da Prefeitura de Martinópole. Conforme as investigações da Polícia e do MP, outras duas pessoas também estavam "marcadas" para morrer. "Pessoas que representassem séria ameaça à permanência de um grupo familiar no Poder do Município de Martinópole", afirma o promotor Evânio Pereira.



João Batista é tio do
prefeito de Martinópole
Quanto custou a vida do radialista

O valor acordado entre os mandantes e os pistoleiros, que vieram do Estado do Pará, foi de R$ 9 mil, mas a Polícia e o MP ainda não sabem se a quantia era referente às três pessoas que deveriam ser mortas ou apenas à execução do radialista.

O promotor afirma na denúncia, enviada à Justiça no dia 24/08, que João Batista (Foto) teria contratado os pistoleiros Israel Marques Carneiro e Thiago Lemos da Silva e os abrigados em um sítio alugado por intermédio dele, na localidade de Serrota, zona rural de Camocim.
Thiago Lemos da Silva,22,atirador
e Regina Rocha Lopes,19 fugiram
para Goiás
Assassinos presos em Goiânia

Dia 25 de setembro, em Senador Canedo, região metropolitana de Goiânia-GO. A polícia prendeu Thiago Lemos da Silva, 22 anos, e Regina Rocha Lopes, de 19, acusados na participação da morte do radialista Gleydson Carvalho. Com a prisão do casal em Goiás e a prisão do casal Francisco Antônio Carneiro Portela (18), Gisele Sousa Nascimento (23), que deram suporte abrigando os atiradores em uma casa em Senador Sá-CE, também foram denunciados João Batista, o "Batista dentista" (tio do prefeito de Martinópole) e Daniel Lennon Almada (tesoureiro da prefeitura de Martinópole) e Israel Marques o "Baixinho" que se encontra foragido. Até agora não ficou claro quem teria sido o autor intelectual e/ou a pessoa que pagou pela morte do radialista

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