quinta-feira, 26 de novembro de 2015

Consuelo Barreto Guimarães - "uma artesã de mão cheia"

* 27/03/1944  + 26/08/14
Consuelo B. Guimarães
Homenagem póstuma
Essa frase exprime muito bem o sentido pelo trabalho em toda sua vida, pela facilidade que essa mulher tinha, tanto em criar, quanto aprender e fazer arte, fosse através da pintura em tecidos, confecção de vestido de noivas, almofadas diversas, costura em máquinas fossem industriais ou não, transformar canos de 0,75mm de PVC em 'abajur pintado e decorado', e até mesmo na fonfecção de bolos de aniversário com temas decorativos da época.

Muitos não sabem, mas, espalhados por lojas da cidade, centro de artesanato, exposições em Russas, Canoa Quebrada ou mesmo sob encomenda de tudo o que imaginar, deve ter alguém ainda utilizando alguma de suas obras.

D. Consuelo nasceu em Jaguaruana-Ce no dia 27 de março de 1944, fortes raízes familiar em Itaiçaba, Russas e Fortaleza. Deixou o plano terreno em Aracati, sua terra do coração e oficial, onde plantou várias sementes, no dia 26 de agosto de 2014 no Hospital Municipal dr. Eduardo Dias - HMED. "Foi uma artesã de mão cheia". 

Obviamente não tentarei desafiar através da escrita, mostrar sequer o mínimo percentual, sobre, quem e o que foi D. Consuelo Artesã, muito menos mostrar através de arquivos em fotos ou até mesmo algum dos trabalhos manufaturados que ainda guardamos em casa ou de posse de algum familiar usados ou guardados com tanto carinho, zelo e muitas boas lembranças singeleza quando fazia tanto para venda quanto pelas raríssimas vezes ao presentear alguém. Ganhar um trabalho de Dona Consuelo era como ganhar um troféu. Tinha realmente que merecer.

Batizada no catolicismo, costumava dizer que: “sua religião é Deus e ele está em cada um de nós”. Quando questionada, onde, ou com quem ela aprendeu a fazer tal peça, respondia; “Não preciso pedir emprestado para fazer cópias, tenho uma visão fotográfica”. E tinha mesmo.

Fica aqui a certeza que, simples como era, continuará sendo eternamente em sua simplicidade guardada na lembrança pelos seus familiares e amigos verdadeiros.

Hoje, 26 de novembro de 2015, completos quinze meses de sua partida para o plano espiritual, a cada dia a saudade em forma das boas recordações somente aumentam, e nós, filhos, continuaremos a dar-lhe o devido valor que a vida não foi capaz de reconhecer como gostaria. Rendemos nossas homenagens para aquela que há cinquenta anos residindo em Aracati, sem tirar férias, foi mãe, mulher, guerreira, defensora do rebento a toda prova e sorte, a cidadã aracatiense por tudo que fez, e defendeu de forma natural, sem passar pela vontade de políticos, afinal, sua maior obra foi gerada através da concepção de um marido e quatro filhos, raízes dessa terra aracatiense.


Sandro B. Guimarães
Jornalista MTE-CE 3040
Músico Saxofonista OMB/CE n° 91.2321
Capelão ACB n° 00536

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