quarta-feira, 18 de novembro de 2015

Deputado Capitão Wagner denuncia na AL está sendo "grampeado" e acusa oficial de inteligência de comandar grupo de extermínio na PM.

“Dentro da Polícia Militar do Ceará tem sim um grupo de extermínio, e aqui nesta tribuna eu já denunciei que ele existe e tem um chefe. É o major Henrique, que foi da Coin e hoje ainda trabalha na Inteligência”.

A declaração partiu, na manhã desta terça-feira (17), do deputado estadual Capitão Wagner (PR), ao se pronunciar perante os demais parlamentares, em resposta às suspeitas do envolvimento de colegas de farda em crimes de execução sumária em Fortaleza. Ele se referia aos comentários acerca da chacina que deixou 11 mortos, na semana passada, em Messejana.

Além de citar o nome do oficial, o deputado disse ainda que já havia feito esta revelação ao ex-corregedor de disciplina e ex-secretário da Segurança Pública do Ceará, delegado federal Servilho de Paiva, e este não “teve a coragem” de mandar investigar a denúncia.  Ainda de acordo com o deputado, o major Henrique foi o chefe da Coordenadoria de Inteligência (Coin) da SSPDS e, ainda hoje, atua no setor de investigações internas do Comando da PM.

Wagner desafiou, ainda, o governador do estado, Camilo Santana (PT), a mandar investigar sua denúncia. “Se ele tiver coragem”, alfinetou.

Em seu relato, o deputado disse que foi convidado por um policial militar da Coin a ir até a residente deste e lá, pode ouvir, através de um computador, gravações de ligações telefônicas entre ele e seus familiares (citou a mãe e a esposa), além de sua assessoria.  Portanto, conforme o deputado, seu telefone pessoal estava sendo “grampeado” pela Coin.

A atitude do parlamentar seria uma resposta a uma postagem feita no Facebook pelo ex-governador do estado, Ciro Gomes, quando este fez insinuações de que os recentes assassinatos e chacinas  em Fortaleza seriam obra de uma milícia que existe dentro da Polícia Militar.

Durante toda a campanha eleitoral no ano passado, Ciro Gomes bateu insistentemente na tecla de que uma “milícia fardada” existia dentro da PM e acusou, em várias ocasiões, o então candidato a deputado Capitão Wagner, como o chefe do bando criminoso.

Reforço


Wagner voltou a pedir ao governo que requisite a mobilização da tropa da Força Nacional de Segurança (FNS) para vir ao Ceará auxiliar as autoridades locais no combate ao crime, diante da onda de violência que se instalou principalmente em Fortaleza, com mortes de policiais, chacinas, ataques a unidades da Segurança Pública, e ameaças de morte a PMs através das redes sociais.

Compilado do Portal Moriá

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