sábado, 18 de junho de 2016

CASO MONALISA: ALAN VAI À JÚRI POPULAR DIA 30

MP deverá pedir 30 anos e acusado poderá pagar um salário mínimo mensal até a data em que a vítima completasse 65 anos.
UM ANO E QUATRO MESES APÓS A MORTE DE MONALISA dos Santos Rocha foi marcado para o próximo dia 30, em Aracati, o julgamento de José Alan da Silva. Alan é acusado de ter assassinado Monalisa no dia 12 de fevereiro de 2015 com um tiro no rosto. Este já é um dos mais aguardados julgamentos realizados em Aracati nos últimos anos e põem frente a frente a promotora Virgínia Navarro e experiente advogado criminalista José Augusto Neto, que já venceu mais de
280 juris na carreira.

ENTENDA O CASO – De acordo com a denúncia do MP, Monalisa foi encontrada dentro da casa de Alan, já sem vida, após um disparo ocorrido por volta das 13h. Alan tinha um relacionamento com a vítima há cinco meses. Segundo as investigações, o acusado desferiu um tiro contra a vítima enquanto ela estava sentada na cama, a curta distância, atingindo-lhe sua cabeça acima da sobrancelha.

Ainda de acordo com a denúncia do Ministério Público, o crime teria acontecido por motivo fútil e sem a possibilidade de defesa da vítima.

Conforme a Folha apurou, em depoimento à polícia, Alan teria dito que Monalisa apontou o revólver em sua direção e disse: “tu não vai lavar o banheiro, não?”. Em seguida entregou a arma para o acusado, que olhou o tambor e não viu nenhuma munição. Ainda segundo a narrativa de Alan à polícia, ele colocou o dedo no gatilho e apertou.


O Ministério público, que será representado pela experiente promotora Virgínia Navarro e terá a assistência do advogado Júnior Batista, deverá pedir uma condenação de 30 anos de prisão. Além da condenação de Alan pelo assassinato de Monalisa, a Folha apurou que o MP requer, nos termos do artigo 384, IV, do Código de Processo Penal, que seja determinado o valor mínimo de reparação civil em favor dos familiares da vítima, correspondente a um salário mínimo mensal, até a data em que a vítima completasse 65 anos.

FONTE:  Jornal Folha de Aracati

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