sábado, 9 de julho de 2016

Estiagem no CE. Sem água, sem vida, uso (consumo) inteligente já

Jaguaribara. No ano em que completa 14 anos de inauguração, o maior açude de múltiplos usos do Ceará não será capaz de assegurar, sozinho, as necessidades hídricas para as quais foi construído. O gigante que, até então, é quem
garante o abastecimento da Região Metropolitana de Fortaleza (RMF), a perenização do Rio Jaguaribe até a foz, parte da agricultura irrigada e das indústrias do Pecém, precisará da ajuda do Orós, que possui cerca de três vezes menos capacidade total, para atender demandas essenciais do próximo semestre.

Orós ainda mantém reserva estratégica
Jaguaribara vive um momento difícil
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O Orós vem operando com vazão 2,5 m/s, e o Castanhão com 15m³/s. Desse valor, 9,5m³/s seguem para o Eixão das Águas com destino à RMF e 5,5m³/s vão para a perenização do Rio Jaguaribe até Itaiçaba, de onde segue pelo Canal do Trabalhador até a capital.

Prioridades:
As prioridades do uso da água do Castanhão, bem como do Orós, serão definidas no XXIII Seminário de Alocação Negociada das Águas dos Vales do Jaguaribe e Banabuiú, no próximo dia 20 de julho, em Limoeiro do Norte.

Na ocasião, será apresentada a situação dos açudes e, a partir da análise da oferta e demanda de água, serão definidas, pelos Comitês de Bacias Hidrográficas do Alto, Médio e Baixo Jaguaribe, do Salgado e do Banabuiú, as vazões que cada açude vai operar no segundo semestre.

FONTE Diário do Nordeste

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