sábado, 2 de julho de 2016

Policial publicou despedida no Whatsapp um dia antes de ser morto em Quixadá

Confronto com bandidos deixou três PMs mortos, dois deles eram primos e outro estava prestes a se aposentar

Um dos três policiais militares mortos em confronto com bandidos em Quixadá, o cabo Joel Oliveira, publicou mensagem de despedida em um grupo de amigos no Whatsapp no dia anterior a sua morte. O crime aconteceu na quinta-feira (30) e elevou para 14 o número de PMs mortos no Ceará em 2016. Três homens envolvidos indiretamente com o caso foram presos na noite da
sexta-feira (1°). O governador Camilo Santana visitou sargento que ficou ferido na troca de tiros.

A morte dos policiais gerou comoção no estado, principalmente no município de Quixadá, onde eles atuavam. O estudante de Direito Danilo Uchoa era amigo de Joel desde que cursaram juntos a faculdade de História, no campus da Universidade Estadual do Ceará (UECE) em Quixadá. No grupo de amigos da época, no Whatsapp, Joel fez sua última postagem na noite anterior ao crime.

“Amigos, por motivo de força maior, terei que sair desse e dos demais grupos. Agradeço o tempo de convívio juntos. Infelizmente a vida, em determinadas situações, nos torna diferentes em nossos destinos. Fiquem com Deus e nos vemos por aí”, dizia a mensagem.

O texto, no entanto, era seguido da foto de um suposto ganhador da mega-sena. Em seguido, o próprio Danilo brinca, pedindo ao amigo para compartilhar o dinheiro.

“No outro dia, postaram que ele tinha morrido. Ele era muito amigo, muito próximo de todo mundo”, lamenta Danilo. Joel deixa esposa e uma filha de pouco mais de um ano de idade.

No episódio, a família de Joel perdeu dois entes. Ele e o soldado Antônio Filho eram primos e trabalhavam juntos no dia em que foram mortos. Dias antes da morte, no domingo (26), o soldado publicou uma foto em seu Facebook, comemorando os sete anos na Polícia Militar do Ceará. Ele também deixa esposa e uma filha adolescente.

Sargento Guanabara estava prestes a se aposentar.

O Sargento Francisco Guanabara aguardava a confirmação de sua aposentadoria, após 30 anos de serviço na Força Militar e na Polícia.

O presidente da Associação dos Profissionais da Segurança (APS), sargento Reginauro Sousa, à qual Guanabara era filiado, pontuou que, se não houvesse burocracia no processo, o policial já deveria estar aposentado. O requerimento de entrada nos quadros da reserva e de promoção a subtenente foi feita por volta de março deste ano. “Era um homem muito dedicado, ajudava a mãe.

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