sexta-feira, 22 de julho de 2016

Serviço Social. Por Ângela Madeiro. Artigo publicado no DN

No ano em que o Serviço Social completa 80 anos, o mergulho contemporâneo, por assim dizer, não raso, nos impõe a pensar com mais ousadia o movimento do real, investindo ao cotidiano do "fazer profissional" o viés pesquisador da profissão. Isso pressupõe uma necessidade premente de atualização constante, com vistas a decifrar e intervir de forma proativa nas particularidades da questão social que se diferenciam em cada territorialidade, singularidade regional, bem como, na especificidade institucional em que estivermos inseridos.

Conceber a profissão à garantia de acesso aos direitos por meio das políticas públicas é indispensável ao verdadeiro projeto de
desenvolvimento social de uma região. Isso vai remeter logicamente à formação profissional e, consequentemente, ao preparo teórico-metodológico, ético-politico e técnico-operativo do Assistente Social.

Nesse contexto de dramática escalada da crise política, é inconcebível não apontar a qualificação do Assistente Social, fundada em seus três núcleos anunciados pelas atuais diretrizes curriculares: núcleo de fundamentos téorico-metodológicos da vida social; núcleo de fundamentos da formação sócio-histórica da sociedade brasileira e núcleo de fundamentos do trabalho profissional.

Nesses 80 anos, o Serviço Social renovou-se, recriou-se no movimento de superação ao conservadorismo e tecnicismo, ecoando na construção de um projeto ético-político cujo reconhecimento da liberdade é valor central. Essas são, pois as exigências de um novo perfil profissional do Serviço Social que protagonizará um novo legado ao Assistente Social.

Ângela Tavares Madeiro
Assistente Social
Coordenadora do Curso de Serviço Social da FVJ/Aracati

Publicado em 19/07/16
link: http://diariodonordeste.verdesmares.com.br/cadernos/opiniao/ideias-servico-social-1.1585402 

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