quarta-feira, 10 de agosto de 2016

Estupro de vulnerável em Aracati. Inquérito contra pastor é levado ao poder judiciário

Sandro Guimarães e delegado Vicente
Alencar (arquivo Aracati em Foco)
 O POVO por Jéssika Sisnando 04/08/2016
O inquérito do pastor evangélico que foi preso no mês passado, suspeito de crime sexual contra crianças e adolescentes do município de Aracati e Fortim, foi concluído e está a disposição do juiz da comarca do município de Fortim. De acordo com o delegado regional de Aracati, Vicente de Carvalho Alencar, a investigação começou por meio de denúncias. O homem que congregava em Fortaleza visitava o Interior do Estado como missionário religioso. O suspeito se aproximava das famílias que visitava. Depois de ganhar a confiança dos pais, o pastor buscava formas de ficar sozinho com as crianças e adolescentes de 11, 12 e 13 anos para praticar a
violência sexual.

Conforme o delegado, além dos familiares, o falso missionário fazia amizade com as vítimas. “Ele presenteava as crianças com aparelhos celulares e para uma delas deu de presente uma camisola”, relatou.

O delegado preferiu não divulgar o nome do pastor ou da igreja em que ele congregava, mas afirmou que a instituição religiosa fica na capital cearense. Para o titular da delegacia de Aracati, a instituição religiosa não tem culpa do que houve. Além de ser autuado em flagrante por crime de estupro de vulnerável, o homem foi preso por estelionato. A Polícia constatou que ele comercializava uma espécie de óleo que dizia ser sagrado e comercializava entre os evangélicos. “Nos cultos ele tomava os bens das pessoas. Brincos, colares, relógios. Um golpe”, relatou. O homem segue preso em uma unidade da Secretaria da Justiça e Cidadania (Sejus) da Região. As famílias das vítimas foram ouvidas e o delegado diz que outras supostas vítimas têm procurado à Polícia no intuito de denunciar o falso missionário.


A Polícia Civil apreendeu o documento que o homem utilizou para comprovar ser pastor. A carteira foi anexada ao inquérito. Vicente Alencar explica que o inquérito policial foi finalizado e seguiu para a Justiça. O caso está sob a apreciação do juiz da comarca de Fortim e segue em segredo de Justiça, por ter como vítimas crianças e adolescentes. (Jéssika Sisnando)

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