sexta-feira, 26 de agosto de 2016

MP em coletiva de imprensa, sobre pedido de prisão da primeira dama de Aracati

Promotores Virgínia Navarro e
Marcelo Rodrigues falam sobre pedido
de prisão temporária de Eline Gomes
O Ministério Público de Aracati convocou a imprensa local para dar a versão oficial sobre pedido de prisão temporária da primeira dama.

A coletiva foi concedida às 12:30h (pm) desta sexta
(26/08) no prédio da promotoria situado à Rua Cel. Alexanzito, com a participação dos promotores Dra. Virgínia Navarro e Dr. Marcelo Rodrigues da Cunha. O objetivo da convocação para a coletiva de imprensa visou esclarecer de forma oficial aos cidadãos utilizando os órgãos de imprensa, até para esclarecer alguns pontos divulgados extraoficialmente, sobre a motivação e pedido de prisão temporária da primeira-dama e ex-secretária de Assistência Social, Trabalho e Renda do Município de Aracati - SEMAST -, Eline Gomes de Oliveira Costa investigada nas denúncias sobre
a operação “Lata Velha”.

O MP solicitou e o juiz da 3ª Vara da Comarca de Aracati, Jamyerson Câmara Bezerra, decretou a prisão temporária da primeira-dama Eline Gomes, por serem encontrados nessa fase de investigação, elementos colhidos através de interceptações telefônicas que mostravam haver por parte da ex-secretária de Ação Social, a tentativa de obstrução da Justiça.

A promotora Virgínia Navarro, apresentou aos profissionais da imprensa (Nara Monteiro-Plus FM / Aurélio Santos-FM Canoa / Sandro Guimarães e o cinegrafista Lúcio Reis da TV Sinal) um áudio em que, durante o cumprimento do mandado de busca e apreensão na residência de Eline Gomes, a primeira-dama ligou para uma pessoa alertando-a sobre a ação da Justiça, afirmando: “cuidado aí com algum documento”, e quando questionada pela interlocutora sobre “o que a polícia estaria fazendo na casa dela”, a primeira dama complementou; “sei lá...deve ser essas coisas de política”. Em outro momento, Eline entrou em contato com uma interlocutora para saber “se algum documento relevante teria sido apreendido durante a operação do Ministério Público na Secretaria de Assistência Social, Trabalho e Renda”, e assim, demonstrando claramente o interesse em obstruir a investigação.
Sandro Guimarães e Lúcio Reis
para a TV Sinal de Aracati
O promotor Marcelo Rodrigues falou aos repórteres que; “à época da operação sequer era período de eleição e o Ministério Público não estava se envolvendo em questões políticas e sim investigando ações de improbidade e proteção a patrimônio público”.

Os promotores falaram ainda que no caso do pedido da prisão temporária que pode ser de cinco dias e se houver necessidade, pode ser prorrogado por mais cinco dias, não envolve denúncias, e sim, é parte dessa fase de investigação que ainda não terminou, até porque ainda existem materiais a serem analisados podendo ser solicitado outros pedidos de prisões, mas, por enquanto, somente a primeira dama Eline Gomes”.


SANDRA MARTINS

Perguntado sobre, o porquê do pedido de prisão somente da Eline Gomes e não da Sandra Martins, conhecida por Sandrinha, os promotores explicaram que, “no momento, apenas a Eline deveria estar à disposição da justiça para esclarecer alguns pontos de sua fala através da escuta telefônica”, portanto, Sandra Martins não teve nenhum pedido de prisão decretada, até porque na intercepção telefônica, a primeira dama é quem demonstra total preocupação sobre a existência de documentos que possam comprometer algo perante a justiça.


FORAGIDA

O Dr. Marcelo Rodrigues ainda fez o convite à população que, “caso alguém saiba sobre alguma informação que ajude a polícia e o MP a localizar a primeira dama, então entre em contato com os agentes dos órgãos públicos pois, a polícia está numa procura incansável e até o momento ela encontra-se em local incerto e não sabido”.


A OPERAÇÃO DESENCADEADA 

A ação integra a segunda fase da operação Lata Velha, deflagrada no dia 06 de maio deste ano, quando foram cumpridos cinco mandados de busca e apreensão, sendo um deles na residência da primeira-dama.

As investigações realizadas através da Promotoria de Justiça da Comarca de Aracati e do Grupo de Atuação Especial de Combate a Organizações Criminosas (GAECO), apontam para um esquema de pagamento de propina, no âmbito da Secretaria de Assistência Social, Trabalho e Renda, estimado em 20% do valor de cada obra executada por parte do empresariado. O suborno era destinado à primeira-dama e aos seus assessores, Sandra Lúcia Martins da Silva e Regineide Martins da Silva, como forma de troca de favores entre as partes.

O esquema fraudulento foi denunciado pela empresária no ramo de construções, Ana Paula Silva do Vale, que repassava as propinas por meio de depósitos bancários e entregues em espécie às investigadas, tendo ocorrido em uma oportunidade a gravação em vídeo da entrega do dinheiro na residência da denunciante e que foi mostrada com exclusividade através da TV Sinal de Aracati.

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