segunda-feira, 3 de outubro de 2016

Com 57,33% dos votos válidos, Bismarck Maia foi eleito prefeito de Aracati

Com o total de 17.776 dos votos válidos, o que equivale ao total de 57,33%, o candidato Bismarck Pinheiro Maia (PTB) foi o grande vencedor das eleições municipais no município de Aracati. Foi um trabalho sério, com os pés no chão. Claro que cada grupo tem suas justificativas, mas essa campanha foi diferente em vários aspectos; respeitando o meio ambiente, sem fogos, sem panfletos sujando a cidade, reuniões de conversa com a população ao invés dos tradicionais comícios onde somente os candidatos falam e o povo só escuta e aplaude, campanha pautada na verdade (as urnas resumem tudo através dos resultados). O Aracati está de parabéns

O atual prefeito Ivan Silvério (PDT) não conseguiu reeleição após um mandato administrativo cheio de problemas e envolvimentos de secretários e assessores  em denúncias de corrupção,  além de uma série de obras inacabadas e atraso no
pagamento de funcionários públicos, tanto contratados quanto servidores efetivados em quase todas as secretarias municipais. Nessa eleição Ivan Silvério tirou 17.776 votos (39,48%)

O prefeito Ivan Silvério conseguiu fazer uma boa administração após sua eleição em 2012 com uma das melhores votações em todo o Ceará, mas a boa expectativa do eleitor só foi correspondido nos primeiros 16 meses de mandato.  A partir daí,  com uma denúncia de que a prefeitura haveria de ter uma média de 600 funcionários fantasmas,  e após investigação do MP (não comprovada veracidade no número de suspeitos) e pelo mesmo motivo a tentativa de abertura de uma CPI pela Câmara Municipal,  quando o prefeito negociou apoio político com um vereador oposicionista para que não obtivesse os cinco votos necessários das quinze cadeiras e assim, houvesse seu afastamento do executivo por um período de noventa dias,  parece que o mundo começou a desabar para aquela gestão que seria a esperança para esquecer os oito anos de desastre administrativo de seu antecessor.

Até aquele momento,  uma simples autorização da câmara municipal para abertura de licitação para contratação de uma agência de publicidade,  tornava-se uma missão impossível,  e assim, permaneceu por mais de um ano sem ao menos poder contratar uma assessoria de comunicação para mostrar as ações e até mesmo para rebater acusações de opositores. A partir de outra rodada de conversa com os vereadores, inclusive com sua base aliada que marcava colado e até então não permitia tal licitação,  foi mais outro desgaste. Na verdade faltava mesmo era pulso para administrar e assim começou a perder controle da situação.

Outro candidato, Expedito Ferreira da Costa (PMDB), foi prefeito durante oito anos (2005 a 2012) mas foi uma administração desastrosa.  Foram muitas denúncias e desaprovação de contas pelo TCM que sempre tinha seu parecer desaprovado pelos vereadores amigos do prefeito.  Próximo a reeleição na campanha de 2008, fez a contratação de 301 servidores em período proibido e foi julgado obtendo condenação que o tornava inelegível por oito anos. Foram duas gestões onde o MP-CE ajuizou dezenas de ações.  Uma peculiaridade foi que o então prefeito conseguiu levar sua administração através de liminares que evitaram por algumas vezes sua cessação de mandato.

Para esse pleito de 2016 Expedito Ferreira concorreu indeferido com recurso por ter sido barrado através de solicitação do MP que pedia ao judiciário eleitoral pelo indeferimento de sua candidatura.  O juiz eleitoral julgou procedente a ação de impugnação,  o candidato entrou com recursos no TRE sendo novamente vencido por duas vezes após pedir revisão.

Expedito insistiu na candidatura afirmando que "a população o queria novamente". Mesmo sob risco de ter os votos zerados, o que realmente acabou acontecendo, e mesmo acreditando ser preferido absoluto, a respostas nas urnas o deixaram na terceira colocação obtendo 11.912 votos (38,44%), e correndo sério risco de não ter os votos computados pelo TSE e assim,  sua votação poderá ser anulada definitivamente.

O candidato Crisanto Damasceno do PSOL entrou na disputa, mas quase não apareceu nas rodas de conversa meio a preferência da população, a prova foi a pouca votação que totalizou apenas 987 votos (3,19%).

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