segunda-feira, 20 de março de 2017

Depois de horas de espera em corredor de hospital no Ceará, família denuncia e faz apelo comovente

FOTO REPRODUÇÃO DO VIDEO
Aline Brito compartilhou em sua página do Facebook neste domingo (19), um vídeo comovente quando todos os familiares aparecem em desespero pela falta de atendimento ao Sr. Raimundo (59), tetraplégico e bastante debilitado. A familiares desabafam de forma incessante devido mais de quatro horas sobre uma maca nos corredores lotados do hospital. A imagem nos remete a refletir sobre as reais prioridades em relação aos investimentos na saúde pública do Brasil

Abaixo, o texto em desabafo, ao tempo que o pedido de socorro é solicitado até mesmo em um simples compartilhamento do vídeo pela divulgação do momento em teor de denúncia.

Link do vídeo

https://www.facebook.com/britosaline/videos/pcb.1279604352134504/1279604318801174/?type=3&theater 

#eusouraimundo - Eles não disseram que a assistência domiciliar só atende uma vez ao mês, e o hospital não atendeu, disseram que meu pai tinha que ficar no corredor aguardando atendimento, e eles, lá pelas 12 horas, só mandaram alguém colher sangue porque reclamamos muito. Todos que estavam lá viram o tamanho do descaso. Faço tudo por você, meu amado pai.

Boa tarde, estou desesperada. Meu pai tem 59 anos, já era tetraplégico, mas vivia uma vida normal dentro de suas limitações. Em novembro o mesmo teve um problema intestinal e uma grave pneumonia, ingressou no Hospital Geral de Fortaleza, em 15/11/2016, direto na UTI. Ficou lá até 23/12/2016, quando foi transferido para uma unidade semi-intensiva. Em 16/03/2017, recebemos a alta de meu pai. Enquanto esteve no hospital, o mesmo fora desenganado várias vezes, e disseram que nunca mais ele iria respirar sem a ajuda de aparelhos, ocorre que janeiro a máquina que fazia a respiração mecânica deixou de funcionar e viu-se que o mesmo estava respirando com autonomia. Nesse período, o mesmo adquiriu várias escaras/feridas, e duas delas alcançam o osso de tão profundas.

Ante a autonomia respiratória, e traqueostomizado, foi dada alta dele no dia 16/03/2017. Na primeira noite não tivemos graves intercorrências, mas no segundo dia depois da alta o mesmo voltou a apresentar fortes dores, falta de ar, de modo que nem morfina aliviava. Buscamos o serviço de assistência domiciliar do Waldemar de Alcântara, mas disseram que tínhamos que ligar para o SAMU porque eles não atendiam aos finais de semana e feriados, ligamos para o SAMU, mas este disse que isso era competência da assistência domiciliar. Enfim, desesperados, colocamos meu pai num carro comum e o levamos ao HGF, onde ele esteve internado. Chegamos por volta de 9 da manhã e às 13:30 meu pai ainda estava em maca quase à altura do chão, suja, sem alimentação, sem água, os exames só fizeram porque os outros familiares começaram a chegar desesperados.

Enfim, além do sofrimento torturante de ver um pai neste estado, sem atendimento, apenas com promessas, decidimos levá-lo para casa, para ter uma morte com mais dignidade, não temos conhecimentos em enfermagem, nem condições de pagar um auxílio médico domiciliar. Acabamos levando ele para a Santa Casa, porque estamos desesperados. Me sinto na obrigação de mostrar esse vídeo e não desejo que isso nunca, mas nunca, aconteça com ninguém.


Deixo aqui a minha revolta por tamanha omissão, descaso, apatia, falta de amor pelo próximo. Nos desejem força, e rezem pelo meu pai. Aqueles que puderem nos ajudar (inclusive divulgando), seremos eternamente gratos. Obrigado.

FONTE:

https://www.facebook.com/britosaline 

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