terça-feira, 18 de julho de 2017

Batista Sena. Vida e Poesia que se misturam.

Por Francisco Sena Garcia -web rádio do bem

O Sena do nome dele tem muito de particularidade, semelhança e genética com o meu Sena, as origens se misturam como se misturam os cantos dos pássaros das terras de onde viemos. Sabia da existência dele, em especial, da mãe dele a sempre citada pela
minha mãe Mundinha, a Dona Bia. 

A vida ainda não nos tinha dado a alegria do encontro, naquela noite de aniversário de uma amiga comum, Vera, o vi e melhor o ouvi pela primeira vez. A casa da amiga era perto da minha casa e ao ouvir tocar um solo da eterna PAVÃO MYSTERIOSO do nosso cearense Ednardo, pedi licença e vim a minha casa, o motivo era ouvir a mesma música tocada pelo compositor. 

Pronto. Nada mais se fazia necessário, em minha frente, estava um artista pronto. 
Batista Sena... Plural! 

A amizade foi me fazendo descobrir não apenas o violonista, mas o exímio flautista, o escultor, o pintor, o grande mestre. 

A partir do primeiro encontro o amigo BATISTA SENA virou parte da família, não sei porque, mudamos o nome, virou SENA BATISTA, talvez eu quisesse o aproximar ainda mais de mim que era SENA GARCIA. 

Não foram poucas as vezes que ao som da FLOR DO MAMULENGO, de MOÇA BONITA, CANTEIROS, BAILES DA VIDA, CIO DA TERRA e tantos outros clássicos da nossa música, destilamos nossas emoções. 

Uma das mais belas destas emoções foi as margens do Rio Jaguaribe em Itaiçaba, havia dado para ele a música COQUEIROS de Geraldo Azevedo e o mesmo vivia me prometendo tocar no primeiro encontro e este dia nunca chegava, naquela manhã de Domingo, já bem tarde, após algumas (muitas) cervejas, já aproximando-se o momento do retorno para casa, ele diz: "Ah! Lembrei agora, tenho uma dívida com Garcia." Não tive nem tempo de lembrar qual era a dívida e os primeiros acordes já chegavam aos ouvidos seguidos dos primeiros versos da linda canção: 

"Por entre as palmas desse lugar 
Por coqueiros de beira mar 
Beira os olhos do meu amor 
Buscando os meus 
Vento a soprar."
 

É desnecessário dizer que outras cervejas juntaram-se as anteriores para celebrar aquele momento mágico. 

Enfim, Sena Batista ou Batista Sena era o nosso Menestrel, era aquele que cantava as nossas alegrias e tristezas, que semeava esperança e transformava sal em mel. 

Um dia... Nossos corações ficaram apertados.
Nossos risos já não eram tão engraçados...
Nossa turma já não tinha a mesma alegria. 
O tempo andou brincando com a gente!
O nosso Sena Batista tivera um sério problema de saúde.

Nunca as nossas orações foram tão necessárias e carregadas de fé, de certezas, de confiança.

A família dele, a espetacular CELINHA, eterna companheira, seus amigos, todos eram uma só corrente de oração.
E, Deus nos ouviu.
O querido Batista Sena venceu.

As habilidades artísticas estão todas guardadas em seu consciente e em nossas memórias, o bom e o belo é saber que o artista PLURAL, aprendeu um novo significado para a existência e continua a encantar com seus silêncios, poucas palavras e a delicadeza dos gestos que faz felizes a todos que desfrutam do seu convívio. 

Que DEUS te faça feliz querido amigo Batista Sena, que todas as alegrias que nos proporcionou com suas múltiplas artes, seja semeadura de grande valor e que teus dias sejam de flores e frutos produzido nos terrenos férteis das grandes amizades

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