quarta-feira, 26 de julho de 2017

CE: 34 cidades têm saldo positivo de empregos.Aracati foi destaque

Participação do Interior foi decisiva para o saldo apontado nos dados do Caged, divulgado na última segunda-feira

Aracati foi responsável pela maior geração quando os números absolutos são observados; a Capital liderou o fechamento de vagas ( Fotos: Elles Freitas/Reinaldo Jorge )
 por Hugo Renan do Nascimento - Repórter

O Ceará registrou em junho o segundo mês deste ano com saldo positivo na geração de empregos formais, ao apresentar a criação de 133 vagas, conforme o Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged), divulgado nesta
semana pelo Ministério do Trabalho.

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Este resultado teve participação importante do mercado de trabalho do Interior, além de cidades da Região Metropolitana de Fortaleza (RMF). Em junho, 34 dos 64 municípios com mais de 30 mil habitantes do Ceará tiveram incremento na geração de vagas, em relação a maio.

Em termos percentuais, o destaque foi o município de Acaraú, a cerca de 235 quilômetros de Fortaleza, onde foi observado um incremento de 7,5% na geração de postos de trabalho em junho, na comparação com o mês anterior. Os outros avanços mais significativos ocorreram em Viçosa do Ceará (4,12%), Amontada (3,44%), Aracati (2,42%), Massapê (2,26%), Ubajara (1,65%), Paraipaba (1,62%), São Gonçalo do Amarante (1,24%), Paracuru (1,18%), Jaguaruana (1,14%), Santana do Acaraú (1,11%), Aquiraz (1,04%).

Nos municípios de Ipueiras e Parambu, não houve variação do saldo de empregos formais. Por outro lado, as maiores retrações foram em Brejo Santo (-1,93%), Ipu (-1,44%), Pacatuba (-1,35%), Icó (-1,34%), Trairi (-1,32%), Pentecoste (1,24%), Juazeiro do Norte (-0,98%),Nova Russas (-0,92%) e Barbalha (0,92%).Em Fortaleza, o saldo de empregos teve queda de 0,5%.

Em números absolutos, em junho deste ano, o município que mais gerou vagas de trabalho formais foi Aracati (195). O resultado representa um pequeno alívio para os mais de 603 empregos perdidos no acumulado do ano, segundo informações do Caged. Logo em seguida, aparecem Eusébio (161), Aquiraz (155), Acaraú (133) e São Gonçalo do Amarante (117).

Na contramão da abertura de vagas, Juazeiro do Norte aparece na frente, com o fechamento de 407 empregos formais. Completam a lista: Fortaleza (-311), Sobral (-98), Russas (-77) e Pacatuba (-71).

Em relação ao acumulado de 2017, Missão Velha, no Cariri, foi o município onde teve o maior saldo de empregos. Foram 739 vagas abertas neste ano. Aparecem ainda Horizonte (566), Barbalha (225), Tauá (174) e Maranguape (146).

Mercado Central de Aracati
Na outra ponta, até o mês de junho, Fortaleza segue liderando o fechamento de vagas. Foram mais de 9 mil empregos fechados. Em seguida, despontam Juazeiro do Norte (-1.482), Brejo Santo (-780), Aquiraz (-603) e Aracati (-603).




Tendência

De acordo com o coordenador de Estudos e Análises de Mercado do Instituto de Desenvolvimento do Trabalho (IDT), Erle Mesquita, de maneira geral, ainda há um percurso desfavorável para os trabalhadores. "Ainda que as perdas tenham sido menores em relação ao primeiro semestre do ano passado, é mantida a trajetória de fechamento de postos de trabalho, mesmo que em menor intensidade".

"A gente percebe claramente que apenas 11 municípios tiveram geração de mais de 100 empregos no primeiro semestre deste ano. É um resultado muito pequeno. Dentre todas as cidades do Ceará, 95 tiveram resultados negativos, ou 51,6% do total". Entre os destaques positivos estão Missão Velha, Horizonte, Várzea Alegre, Pereiro, Barbalha, Eusébio, Maranguape, Tauá, Camocim, Beberibe e Ubajara. Ele destaca que para o segundo semestre é esperada uma pequena melhora na situação. "Há a possibilidade de melhora, mas muito mais pelo efeito histórico de sazonalidade do período, por conta do Natal e Ano Novo, e não por conta da melhora em si da economia".

Segundo Mesquita, ainda é uma recuperação pontual. "Infelizmente, nós temos uma conjuntura muito adversa para os trabalhadores por causa da queda do investimento público e incerteza dos empregadores. É um ciclo vicioso na medida que diminui a receita do governo".


De acordo com o coordenador do IDT, alguns setores tiveram destaque no primeiro semestre. "Indústria da transformação, construção civil, setor de serviços e administração público. Nos municípios que tiveram geração de emprego estes foram os setores", esclarece.

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