domingo, 9 de julho de 2017

Nativos da comunidade de Cumbe contestam versão apresentada para devastação ambiental em mangues e gamboas em Aracati

Após a publicação de um texto da autoria do professor João do Cumbe, intitulado por este blog, "Río Jaguaribe pede socorro. Fauna e flora morre em Aracati", publicada sábado (08), quando reproduz denúncia do ambientalista atribuindo prejuízo ambiental em "área de quilombolas no Cumbe, devido práticas criminosas de supostas empresas no ramo de
carcinicultura, aliadas a omissão de órgãos públicos e de fiscalização ambiental em braço de rio, percorrendo faixa de dez quilômetros entre mangues e gamboas".

O Aracati em Foco recebeu contatos de moradores da comunidade contestando tais denúncias publicadas pelo professor e ambientalista João do Cumbe em seu Facebook. 

Uma outra moradora, Ingrid, disse que "basta ter uma conversa com os mais velhos para saber que esse problema nos mangues e gamboas é antigo, sequer existiam empresas de carcinicultura isso sempre existiu pois, em época de escassez de chuvas, as gamboas ficam prejudicadas pela falta da água que se mistura a água salgada que dá vida aos mangues".

Manuela Gonzaga, uma forte liderança da comunidade afirma que "o nome da comunidade é Sítio Cumbe, e até o presente momento a comunidade não recebeu nem um título de quilombo".  Até o momento o que existe é uma certificação inicial onde a maioria da comunidade não participou e nem concorda com esse título, complementa.

"Com relação ao manguezal, por não ter havido inverno nos anos anteriores a água ficou muito salgada levando a essa situação", disse Manuela que também afirma que "a fiscalização da SEMACE sempre fez fiscalizações em todos os empreendimentos existentes em nossa comunidade". 


Outro morador do Cumbe, Manuel Gonzaga também escreve ao Aracati em Foco e afirma que realmente existe escassez de caranguejos, mas, "nada tem em comum entre o cultivo de camarão em cativeiro através da carcinicultura, e sim, devido a vários catadores que não respeitam o período de defeso além da utilização de redes para captura dos crustáceos, método proibido e que devastam os manguezais".

Manuel Gonzaga atribui as denúncias ambientais do professor João Luís apenas por mera perseguição  a atividade da carcinicultura que há anos sustenta a comunidade.

"Sandro Guimarães há anos acompanho seu blog e lhe convido para conhecer a verdadeira realidade do Cumbe e não esse teatrinho desse cidadão João Luís que utiliza o nome da nossa comunidade para servir apenas sí mesmo", concluiu Manuel Gonzaga.

Foto extraída do Planeta Movimento Janete Melo

2 comentários:

  1. Acho muito saudável o debate a cerca daquilo que se é colocado em questão.A questão nesse momento é o ecossistema manguezal e sua degradação de um lado pescadores(as)/marisqueira(as) que sempre viveram do mangue para sua sobrevivência. Do outro estão aqueles que trabalham ou tem familiares que trabalham para as carcinicultura esses mesmos defende os empresários da região dizendo que a morte do mangue não tem relação alguma com a atividade. Já aqueles que vem cobrando uma atitude dos órgãos de justiça e dos de proteção ambiental que em tese deveriam proteger, baseando se em observação sistemática ao decorrer de todos esses anos que a carcinicultura se instalou em nossa região, ver nitidamente as destruição que ela causa. Já tivemos períodos de poucas chuvas que se arrastaram por alguns anos, essa afirmação de alguns que defende a ideia que, a causa é a falta de chuva, caí por terra. A outra justificativa é que a morte é causada pelos próprios pescadores no mínimo essa pessoa que afirma isso desconheci a história de sua própria comunidade, por muito tempo sempre existiu a coleta dos organismos vivos necessário para subexistencia da comunidade no estuário do rio de forma artesanal, e sempre tivemos em abundância tudo que necessitavamos. Paralelamente com chegada da carcinicultura veio acontecendo uma série de anormalidades com o Mangue e as espécies, reduzindo drasticamente os mesmos. Só não enxerga quem não quer ver, se alguém na comunidade negar isso é por que é daqueles que se vende por emprego ou tem familiares trabalhando lá. Alguém da comunidade falou que os órgãos como SEMACE fiscaliza as atividades uma grande mentira. Em um debate que tivemos em uma audiência com represente do órgão, uma das justificativas que ele deu para o problema de fiscalizar era a falta de contingentes para enviar para o campo. De forma inrresponsavel eles linceciam mais do que pôde fiscalizar isso é crime segundo seu estatuto. Então na minha humilde compreensão existem muitos fatos que devisse ser apurados. Não entrei nem no mérito da água que corre o sério risco de escassez por conta dos poços clandestinos usados para levar água para a carcinicultura.

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  2. Acho muito saudável o debate a cerca daquilo que se é colocado em questão.A questão nesse momento é o ecossistema manguezal e sua degradação de um lado pescadores(as)/marisqueira(as) que sempre viveram do mangue para sua sobrevivência. Do outro estão aqueles que trabalham ou tem familiares que trabalham para as carcinicultura esses mesmos defende os empresários da região dizendo que a morte do mangue não tem relação alguma com a atividade. Já aqueles que vem cobrando uma atitude dos órgãos de justiça e dos de proteção ambiental que em tese deveriam proteger, baseando se em observação sistemática ao decorrer de todos esses anos que a carcinicultura se instalou em nossa região, ver nitidamente as destruição que ela causa. Já tivemos períodos de poucas chuvas que se arrastaram por alguns anos, essa afirmação de alguns que defende a ideia que, a causa é a falta de chuva, caí por terra. A outra justificativa é que a morte é causada pelos próprios pescadores no mínimo essa pessoa que afirma isso desconheci a história de sua própria comunidade, por muito tempo sempre existiu a coleta dos organismos vivos necessário para subexistencia da comunidade no estuário do rio de forma artesanal, e sempre tivemos em abundância tudo que necessitavamos. Paralelamente com chegada da carcinicultura veio acontecendo uma série de anormalidades com o Mangue e as espécies, reduzindo drasticamente os mesmos. Só não enxerga quem não quer ver, se alguém na comunidade negar isso é por que é daqueles que se vende por emprego ou tem familiares trabalhando lá. Alguém da comunidade falou que os órgãos como SEMACE fiscaliza as atividades uma grande mentira. Em um debate que tivemos em uma audiência com represente do órgão, uma das justificativas que ele deu para o problema de fiscalizar era a falta de contingentes para enviar para o campo. De forma inrresponsavel eles linceciam mais do que pôde fiscalizar isso é crime segundo seu estatuto. Então na minha humilde compreensão existem muitos fatos que devisse ser apurados. Não entrei nem no mérito da água que corre o sério risco de escassez por conta dos poços clandestinos usados para levar água para a carcinicultura.

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