quarta-feira, 30 de agosto de 2017

Delegacias fechadas por falta de delegados agravam violência em cidades do Interior cearense

O funcionamento precário ou mesmo inexistente de delegacias da Polícia Civil no Interior do estado deve perdurar por tempo indeterminado. A falta de
delegados para assumir a chefia das unidades e instaurar novos inquéritos ou dar andamentos àqueles que estão paralisados, provoca a impunidade dos criminosos. São cerca de 84 Municípios que não contam com delegacias. São servidas por unidades policiais (UP) que fazem apenas o registro de Boletins de Ocorrência (B.O.).

A indefinição ou falta de solução para o problema vem de uma decisão do governo do Estado em não convocar para contratação os remanescentes do concurso para o cargo de delegado de Polícia Civil de Carreira realizado em 2014, e que deve caducar (perder a validade) em agosto de 2018.

No quadro atual da Polícia Civil, há 337 vagas ociosas de delegados, sendo 100 no cargo de Primeira Classe (inicial). Esse número deve aumentar para 125 em setembro próximo, em virtude das promoções. E vai se agravar até janeiro de 2018, quando vários delegados veteranos deverão se aposentar quando a categoria for oficialmente elevada à categoria de carreiras jurídicas.

Atualmente, cerca de 60 delegados aguardam esta ascensão, mas continuam trabalhando, recebendo recebem a Gratificação de Permanência, uma espécie de bônus do Estado por não terem requerido a aposentadoria, embora já tenham o tempo de serviço exigido para o benefício.

Aconteceu Ipu

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