segunda-feira, 7 de agosto de 2017

Sargento Lidiana EB. Orgulho aracatiense, é Integrante da 1° Turma do seguimento feminino no Curso de Operações na Selva

Na foto: SGTs Xavier e Lidiana
2° Sargento do Exército Brasileiro, Lidiana Reinaldo Jiló da Costa. Integrante da 1° turma do seguimento feminino no Curso de Operações na Selva

          Desde a infância, a 2° sargento Lidiana teve um referencial militar: seu pai, suboficial de comunicações. Ela ingressou no Exército Brasileiro (EB) pelo quadro de
Saúde.
Servindo em área especial da selva amazônica e vendo seus colegas proferirem a oração do Guerreiro de Selva, sentia-se desapontada, pois apenas os homens podiam frequentar o curso.


Algum tempo depois, ficou sabendo, por um oficial do Centro de Instrução de Guerra na Selva (CIGS), que as mulheres também poderiam ser, em breve, Guerreiras de Selva. Fez parte então da 1° Turma do Curso de Operação na Selva que incluiu o seguimento feminino (COS “F“). Além do grande desafio de entrar naquele universo, dominado pelo gênero oposto, tratava-se também de um dos cursos mais admiráveis e difíceis de serem concluídos no EB.
         
Constituir o pioneirismo da mulher na Força Terrestre não foi fácil. Lidiana não pensou nas diferenças, seguiu em frente, na certeza de que o gênero não poderia ser um empecilho. Com Apoio do seu esposo, que assumiu os cuidados de seu filho de dois anos, seguiu para Manaus, com a frase bíblica em seu coração: “Posso todas as coisas naquele que me fortalece”

A capacidade de suportar o desconforto e a fadiga, deixando de lado a vaidade feminina, raspando a cabeça e usando uniforme, na maioria das vezes molhado e sujo de lama, durante oito semanas, desenvolveram na 2° Sargento Lidiana atributos sem as quais ela não conseguiria sobreviver na misteriosa floresta Amazônica. Passou a encarar os desafios e a descobrir valores da carreira militar que, talvez, em circunstancias normais, não seria capaz.


        A Sargento Lidiana afirma: “Ser militar do EB já é, por si só, motivo de grande honra. Mas ter o direito de carregar a “onça no chapéu”, fazer parte da Força Terrestre e contribuir de maneira ímpar, para a valorização da mulher, não só no âmbito do Exército, mas também na sociedade brasileira, faz transbordar o meu sentimento de honra de ser Guerreira de Selva. Guerreira de Selva n° 4983”.

Fonte: Revista Verde-Oliva
Exercito Brasileiro 
Centro de Comunicação Social do Exército
Brasilia-DF - Ano XLIV - n° 237 - Julho 2017


SAIBA MAIS

As duas primeiras Mulheres formadas no CIGS
Posted by Gérsio Mutti

Em tempo, no dia 02/09/2010, o Exército Brasileiro (EB), formou as duas primeiras mulheres pelo Centro de Instrução de Guerra na Selva (CIGS). O Curso de Operações na Selva teve a duração de oito semanas e reuniu 47 militares.

O mais curioso foi de que (até então) as Terceiros Sargentos, Xavier (Elisângela Ferreira Xavier) e Lidiana (Lidiana Reinaldo Jiló da Costa), brevetadas pelo CIGS com a “cara da onça” são integrantes da aérea do Serviço de Saúde do Exército Brasileiro (EB) e além de conhecimentos inerentes aos guerreiros de selva, elas também obtiveram capacitação de Assistência Hospitalar.

Em 12/09/2010, a Rede Globo, numa matéria do Esporte Espetacular, dividido em duas partes, tratou do assunto em questão.

Assistam os vídeos no link abaixo:

http://www.5bec.eb.mil.br/index.php/atual-comandante/2-uncategorised/84-mulheres-no-exercito-como-ingressar 

Nenhum comentário:

Postar um comentário