sábado, 24 de fevereiro de 2018

Armas apreendidas no Ceará serão doadas a polícia

As armas apreendidas pelos órgãos de segurança pública do Ceará em operações contra o crime organizado serão utilizadas pela polícia. Normalmente as armas eram destruídas pelo Exército Brasileiro. De acordo com o presidente do Senado, Eunício Oliveira (PMDB-CE), a ordem de doação foi
autorizada pelo ministro da Defesa, Raul Jungmann.

"Estive ontem [quinta-feira, 22] com ministro da Defesa, Raul Jungmann. Ele me autorizou a lhe dizer [governador] aqui que procure o comandante da 10ª Região Militar. Que todas as armas que foram apreendidas no Estado do Ceará, ele disse que tem até um rifle agora top dos rifles, o senhor pode mandar o seu secretário de Segurança procurar um general ou comandante desta 10ª Região Militar que as armas possam ser transferidas para o Governo do Estado do Ceará" disse Eunício Oliveira.

Exército destrói três mil armas apreendidas em operações no CE

O governador Camilo Santana apoiou a decisão do ministro da Defesa afirmando que era um "absurdo" as armas apreendidas não serem reaproveitadas pela polícia.

"Era um absurdo as armas apreendidas serem destruídas. Pois tem muitas armas que podem ser aproveitadas. Nós apreendemos toda semana, armas russas, armas do exterior, rifles, enfim, armas que poderiam ser utilizadas pela polícia. Mas, por uma decisão da Justiça, as armas não devem ser utilizadas. Eu acho uma decisão importantíssima." 

A doação das armas é uma forma de apoio às forças de segurança em meio a crise no Ceará.

Uma força-tarefa composta por policiais federais e integrantes da Força Nacional de Segurança Pública chegou a Fortaleza na madrugada da última segunda-feira (19). O envio foi determinado pelo presidente Michel Temer após a polícia ter encontrado o corpo de um dos chefes da facção criminosa Primeiro Comando da Capital (PCC), Rogério Jeremias de Simone, o Gegê do Mangue, em Aquiraz, na Grande Fortaleza.

Integrado por 36 homens, sendo 26 da Polícia Federal e 10 da Força Nacional de Segurança Pública, o grupo será chefiado pelo almirante Alexandre Mota, secretário-adjunto da Secretaria Nacional de Segurança Pública.

Segundo o Ministério da Justiça, o objetivo é reforçar as operações conjuntas de inteligência "diante dos últimos acontecimentos", e "dar apoio técnico às forças de segurança estaduais nas ações de combate ao crime organizado".

Globo.com

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