terça-feira, 29 de maio de 2018

O povo brasileiro não está preparado para a tão sonhada mudança

Sandro Guimarães
Com absoluta certeza, muitos caminhoneiros estão neste momento se sentindo traídos. Pelo menos àqueles que ja sentiram que, o povo brasileiro não está preparado para transformar a realidade do país. Inicialmente, a luta foi pela categoria indignada com os constantes reajustes no preço do diesel. O movimento ganhou força, e passaram a lutar também para baixar os impostos em todo tipo de combustível, tentando conseguir que os 'manda-chuva' do país recuassem também com os constantes aumentos na gasolina e etanol.


Hoje, o que vemos, é uma enorme correria de proprietários de veículos de passeio e motociclistas, em sua maioria mendigando alguns litros de combustível mesmo dispostos a pagar R$ 5,00 (cinco), R$ 6,00 (seis) ou até mais,  utilizando-se da desculpa de que; "é preciso abastecer para ir trabalhar". Se é para entender dessa forma, é claro que o governo pode continuar praticando sua política de reajustes com base na subida do dólar e no mercado europeu. Se o problema é, "ter que trabalhar a qualquer custo", sem fazer o mínimo de esforço numa luta que deveria ser de todos, e não apenas dos caminhoneiros, entao fica claro que culturalmente brasileiro não está preparado para a luta social, e assim, continuam dispostos a pagar o pato. 

Parece que brasileiro gosta mesmo é de se aproveitar. Quer só um tantinho de desculpa para falar dos políticos, ou ficar esperando que somente os caminhoneiros sejam utilizados como, "bode expiatório" da grande massa, que já se acostumou e aceita pagar a conta da corrupção. Então, decididamente nosso povo sequer sabe, que essa acomodação apenas fortalecerá os corruptos de plantão. 

Quanto aos poucos caminhoneiros ainda resistentes nesta terça-feira dia 29/05/2018, estão apenas se arriscando por um povo acomodado, que continua correndo para os postos dispostos a pagar gasolina e etanol pelo preço que tiver, e de quebra, tomar sua cervejinha contando os dias para "não ir trabalhar", não pelo preço do combustível, mas, esperando os jogos da copa do mundo e torcer por Neymar e companhia.

Sandro Guimarães
Jornalista
MTE CE 3040

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