domingo, 19 de agosto de 2018

O âncora do Ceará News esqueceu o ofício

Diassis Lima
Jornalista
Até parece que estou fugindo da ética, ou sendo ombudsman de jornal, por tecer comentário à companheiros de profissão. Está ficando insuportável o comportamento desse rapaz que tanto Fortaleza admirava e, agora com passaporte carimbado como Persona non Grata. Não está mais morando no Ceará. Acho que está prevalecendo que é filho da dona da emissora?

O processo de construção de notícia nos jornais seja de que espécie for (em Aracati os falados), se inicia por meio do
sistema de filtragem das informações. A noticiabilidade de um jornal, os produtores de notícias onde entram Editores, Produtores e Repórteres, deve atribuir valores-noticias a cada informação a que se tem acesso.

O jornalista deve ter a mente aberta e estar pronto para tudo, descobrindo seu próprio estilo, ser confiante e ter rapidez nas publicações. Agora, parece que alguns não sabem ou não querem fazer um jornalismo. Quando um fato se transforma em notícia? Ora, miríades de fatos, acontecimentos ou eventos ocorrem a cada momento e em todos os espaços e locais de um País, cidade, rua ou num lar.

O que então faz com que uma pequena fração dos fatos que ocorrem mereça sair do anonimato e ingressar nos meios massivos de comunicação? O inusitado, um caso atípico. Exemplo: todos comemos peixe, mas quando um tubarão ataca um banhista já virou notícia. 

Agora dentro do jornalismo existe uma coisa chamada Ética, que em tese é a ciência da moral. Devemos analisar a relação entre a imprensa e principalmente a política, ante o imperativo de veiculação de um noticiário ético e credível.

Nesses últimos dias quando estamos no período pré-eleitoral, o desenvolvimento dos meios de comunicação de massa fora suprimido e minimizou a importância da co-presença de público no testemunho de acontecimentos, especialmente no plano político. Por que abordo tanto política? Política é a ciência que trata de assuntos de interesse do povo e o homem é um animal político. Nisso o jornalismo mediante relato de fatos, vai caindo na mesmice.  Estão fazendo inversão de valores.
Ataques pessoais? Invasão de privacidade? Repórteres procurando lâmpada apagada e pedras soltas! Um médico que adoeceu e não veio ao posto? Que tipo de jornalismo é esse?
Num jornal se deve falar para somar e contribuir, e não inflar o povo com sátiras musicais, chocarrices, que apenas desvaloriza a profissão, declinando o nível do programa, culminando em perda de audiência. A pergunta áurea é: Como esses mexeriqueiros vão sobreviver após o pleito que se avizinha? Tomara que aprenda a respeitar o ouvinte, afinal, o tripé que justifica um meio de comunicação de massa é: Informação, entretenimento e cultura.

A eleição 2018 passada, o que mais informar para suas tendências, e o sectarismo nefasto? O entretenimento foi transformado em baixarias, ah e a cultura em molecagem. Fazer jornalismo não é nada disso, por isso devemos pagar com a ausência que não quer a presença de uma sociedade pacífica e anelante por dias melhores.O resto é fazer dos ouvidos de incultos manipulados, pinico.

Diassis Lima é Jornalista

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