quarta-feira, 14 de novembro de 2018

Condenação do assassino de Sávio, morto há quatro anos, poderia ter sido evitado pelo diálogo ao invés da violência banalizada


Numa madrugada do ano de 2014 um crime por motivos banais chocou toda a população aracatiense. O MP pediu a condenação do réu por homicídio duplamente qualificado, por motivo fútil e impossibilidade de defesa da vítima. O motivo fútil se deu pelo fato de que o próprio Francisco Eudivan da Silva
justificou em seus depoimentos, ter matado o jovem trabalhador Sávio da Silva que tinha apenas 24 anos, porque se confundiu com o outro garçom, com quem teria tido desavença um dia antes do fato, e na impossibilidade de defesa da vítima, Eudivan atirou à queima-roupa, sem que a vítima pudesse se defender".

O réu, agora condenado pelo júri recebeu a aplicação da dosimetria anunciado pela MM juíza Janaína Graciana de Brito, da 1ª Vara Criminal de Aracati, pegando 20 anos de prisão em regime fechado pelo assassinato do jovem Sávio da Silva que deixou uma jovem viúva com apenas um ano de casados.

Francisco Eudivan da Silva, 46 anos, estava preso na cadeia pública de Aracati, e mesmo tendo um comportamento exemplar, pois, segundo uma fonte que prefere não ser identificado, "Eudivan é na prisão, uma espécie de líder do bem, aconselhando e muitas vezes tranquilizando outros detentos companheiros de cela", o mesmo recebeu sua condenação na noite desta terça-feira (13) pelo ocorrido em 6 de novembro de 2014, na lanchonete Roma, ao lado do posto BR na entrada de Aracati.

Episódio lamentável para todos os envolvidos. Sávio da Silva não terá sua vida de volta, porém, para seus familiares, o resultado transmite uma certa sensação pelo sentimento de justiça feita resultado após a condenação de Francisco Eudivan.

O MP pediu a condenação do réu por homicídio duplamente qualificado, por motivo fútil e impossibilidade de defesa da vítima. O motivo fútil se deu pelo fato de que o próprio Francisco Eudivan da Silva justificou em depoimentos, ter matado o Sávio “porque o confundiu com outro garçom, com quem supostamente teria tido desavença um dia antes do fato, e na impossibilidade de defesa, a vítima levou o tiro à queima-roupa, sem que ela pudesse se defender".

Nessa disputa não houve vencedores, afinal de contas as duas famílias saem destroçadas pelo terrível acontecimento, porém, a luta pela justiça, se faz presente nesse episódio entre tantos outros que poderiam ser evitados se as pessoas resolvessem suas "paradas" através do diálogo, e nunca na bala ou qualquer outro tipo de violência.

por Sandro Guimarães
MTE/CE 3040


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