sexta-feira, 9 de novembro de 2018

Justiça leva a júri acusado de matar jovem na lanchonete Roma em Aracati

No dia 6 de novembro de 2014, sem que houvesse qualquer discussão entre vítima e agressor, Sávio da Silva foi assassinado em seu local de trabalho com um tiro no peito que atravessou as costas. O tiro dado por Eudivan em Sávio atingiu o peito e a saiu pelas costas; vítima foi pego de surpresa pelo algoz


A 1ª Vara Criminal de Aracati levará a júri popular o réu Francisco Eudivan da Silva, 46 anos, acusado de matar Sávio da Silva na lanchonete Roma, no posto BR, em Aracati. O julgamento, que ocorre quatro anos e sete dias após a morte da vítima, será conduzido pela juíza Janaína Graciano de Brito na próxima terça-feira (13), às 8h, no Fórum Ministro Jesus Costa Lima.

De acordo com a denúncia feito pelo Ministério Público, por volta das 4h do dia 6 de novembro de 2014, a vítima trabalhava tranquilamente dentro da lanchonete quando Francisco Eudivan se aproximou, sacou uma arma e atirou, saindo correndo logo em seguida. O tiro, dado de surpresa na vítima segundo o MP, acertou o peito e atravessou o corpo de Sávio, saindo pelas costas.

Na denúncia, o promotor de justiça responsável pelo caso, Venusto da Silva Cardoso, lembra que o motivo do crime foi fútil. “O acusado atirou na vítima de forma gratuita, uma vez que não ouve qualquer discussão, contenda ou atrito com o acusado”.

O Ministério Público pede a condenação de Francisco Eudivan baseado no artigo 121 do Código Penal (crime de homicídio qualificado, cometido por motivo fútil, com recurso que dificultou a defesa da vítima). Se condenado, Francisco Eudivan poderá pegar de 12 a 30 anos de prisão.

O que quer a defesa

Em respeito ao anseio de justiça da família da vítima, o advogado criminalista José Augusto Neto adiantou que vai defender uma tese para tentar diminuir a pena. “Vai ser um julgamento muito frequentado, e a tese é que Eudivan seja punido apenas com diminuição de pena”, disse o advogado de defesa.

Compilado do Folha de Aracati

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