quinta-feira, 17 de janeiro de 2019

Paciente do IJF deve receber indenização de R$ 15 mil por 51 dias de espera para ser internado

Um paciente deve receber R$ 15 mil de indenização por demora em procedimento no Instituto Doutor José Frota (IJF). O homem esperou 51 dias
para ser internado no hospital e, segundo os atestados anexados aos autos do processo, não terá os movimentos do ombro esquerdo plenamente restabelecidos, mesmo após fisioterapia.

A fratura aconteceu quando o homem estava retornando do trabalho e foi atingido por um carro. A vítima foi levada ao Hospital São Francisco de Canindé, no município de Canindé, onde foi constatado a necessidade de intervenção cirúrgica. Por não possuir o equipamento necessário para operação, o paciente foi encaminhado para o IJF, que não tinha vagas. O homem foi removido para o Frotinha da Parangaba, onde esperou a liberação de um leito para a operação.
Impossibilitado de levantar peso, devido a dores no ombro, o paciente não é mais capaz de desempenhar seu trabalho e sobrevive do que recebe do INSS. O homem era o provedor do sustento do seu lar e agora vive em uma situação precária com sua família.

Ao julgar o processo, o juiz Hortênsio Augusto Pires Nogueira, titular da 1ª Vara da Fazenda Pública da Comarca de Fortaleza, afirmou que não se trata de uma condenação por erros médicos, mas sim decorrente da “ineficiência na prestação do serviço de saúde”, visto que faltavam leitos no hospital para receber o paciente.
O IJF afirmou que a lesão do paciente foi constatada por vários profissionais da saúde que o atenderam previamente e não foi fruto da conduta médica adotada no hospital, mas sim da natureza da lesão decorrente do trauma. A reportagem do O POVO tentou entrar em contato com o IJF, que não atendeu ou retornou as ligações até o fechamento desta matéria.

Fratura

Os exames clínicos afirmam que o paciente sofreu fratura e luxação no úmero proximal esquerdo, localizado no ombro. Um dos agravantes da demora foi a necessidade da remoção da cabeça umeral, devido à calcificação. Esse procedimento fez com que o paciente acabasse tendo sequelas permanentes: a diminuição da força muscular e a limitação nos movimentos do ombro esquerdo.


Redação O POVO Online

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