domingo, 2 de junho de 2019

Moradores relatam o pavor ao deixar prédio antes de desabamento na Maraponga

Moradores do prédio residencial que desabou parcialmente na Rua Travessa Campo Grande, no Bairro Maraponga, em Fortaleza, relataram na madrugada
deste domingo (2) os momentos de pavor com o desmoronamento parcial do edifício, ocorrido na tarde do sábado (1º). Alguns foram para as casas de familiares e amigos enquanto a situação deles e do imóvel é avaliada. O prédio está interditado, pois corre o risco de ruir completamente.

Todas as 16 famílias que moravam no local ficaram desalojadas. Outras 12 casas no entorno do edifício tiveram suas estruturas danificadas e também foram evacuadas. 


O  coordenador de logística Roberto Patriolino, morador do prédio, conta os momentos de pânico. "A primeira coluna quebrou, o prédio balançou, ficou fixa só nas demais colunas e aí a gente se evadiu o mais rápido possível", disse. Ele lamentou toda a situação, mas agradeçeu a Deus por estar vivo. "A gente saiu descendo as escadas, correndo e avisando pro pessoal que estava desabando e graças a Deus saí com vida. O barulho foi muito forte".


Emanuel de Freitas Duarte, fiscal da prefeitura que estava na casa da mãe, ao lado do prédio, conta que, por sorte, no momento do ocorrido a idosa não estava na residência. "O susto foi demais. Ela tem uma idade avançada, 84 anos, se ela estivesse na hora, ela poderia nem resistir. Ela já ficou sabendo e a reação dela foi mandar tirar o periquito lá do quintal", disse. 


Outro morador, o montador Leonardo Rodrigues disse que vai ficar na casa do primo até que tudo se resolva e vai esperar a manifestação da Defesa Civil para saber o que fazer. "Não tem canto certo pra gente dizer onde vai passar a noite. Já coloquei umas coisinhas que tenho na casa do meu primo, mas o resto das coisas, vai demorar muito tempo para resolver. Ninguém sabe como é que vai ser. Vamos esperar a resposta da Defesa Civil", relatou.


Equipes da Defesa Civil, do Corpo de Bombeiros e da Polícia Militar estiveram presentes durante a noite deste sábado e madrugada do domingo dando apoio aos familiares e isolaram a área com uma faixa. De acordo com a assessoria da Defesa Civil, foram enviadas cestas básicas e colchonetes aos moradores. O órgão informou que todos ele receberão assistência da prefeitura.


Durante a noite, muitos curiosos foram até a rua para ver o que aconteceu. Alguns resolveram ajudar entregando sopa durante a noite.


Diário do Nordeste

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